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"É uma panela de pressão prestes a explodir", diz delegado sobre cadeia pública de Cianorte

Entre janeiro de 2015 e o início deste mês de julho, a cadeia pública de Cianorte registrou 33 tentativas de fuga. Uma juíza já chegou a descrever o prédio como um “queijo suíço” diante de tantos buracos feitos pelos detentos. Por causa disso, uma ala foi interditada, com 30 presos transferidos para outras celas, piorando a superlotação. O delegado Carlos Stecca é firme ao se referir ao problema. 

“A situação da cadeia pública de Cianorte é caótica. É uma bomba-relógio, é uma panela de pressão prestes a explodir. São em torno de 180 presos em um espaço originalmente projetado para 40, sem qualquer estrutura adequada, seja física ou de recursos humanos para fazer a guarda desses detentos.”

Na cadeia é possível notar terra remexida em diversos pontos, buracos e colchões amontoados. A segurança é visivelmente frágil. Pelo menos 60 presos foram condenados e deveriam estar cumprindo pena em regime fechado, mas segundo o delegado Stecca, faltam vagas nas penitenciárias.

“Infelizmente, a situação tende a se repetir, ou seja, novas tentativas de fuga ocorrerão. Infelizmente, a polícia e os agentes de cadeia não conseguirão evitar todas. É questão de tempo para que essa bomba-relógio exploda”, alertou.

Confira a matéria completa com a estrutura da carceragem em Cianorte veiculada pela Rede Massa/TV Tibagi. O material é do repórter Índio Maringá e do cinegrafista Alex Magosso.