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Educação ambiental marca início do Projeto Rondon em Palmeira

Projeto começou no último domingo e segue até o próximo dia 13 na cidade em quatro cidades dos Campos Gerais (Foto: Divulgação) - Educação ambiental marca início do Projeto Rondon
Projeto começou no último domingo e segue até o próximo dia 13 na cidade em quatro cidades dos Campos Gerais (Foto: Divulgação)

Educação ambiental é um dos focos das primeiras atividades desenvolvidas pela equipe da Operação Rondon 2016, em Palmeira. O município recebe o conjunto de ações extensionistas levadas pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e mais nove instituições a quatro municípios dos Campos Gerais. Iniciada no último domingo, a operação se estende até o próximo dia 13, com cerimônia de encerramento às 14 horas, no auditório do Campus Central.

O coordenador da equipe de Palmeira, professor Rafael Ferrareze (Departamento de Serviço Social/UEPG), comenta que existe grande demanda pelas ações do projeto em escolas, unidades de saúde, centros de convivência, centros de referência de assistência social (Cras), associações de moradores e comunidades rurais. Atuam no município equipes da UEPG, Cescage e Unioeste.

“Nas escolas, os assuntos mais tratados são sexualidade, álcool e drogas, bullying e educação ambiental”

“Mas há demandas mais específicas da comunidade”, prossegue o professor do curso de Serviço Social. Entre elas cita as oficinas sobre contratos dirigidas aos produtores e trabalhadores da cultura fumageira na região. “Alunos do curso de Direito orientam os interessados a interpretar os contratos assinados com as empresas do setor, ao mesmo tempo que orientam sobre os riscos da não utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) em todo o processo de produção (do plantio ao beneficiamento do fumo).

Uma característica do Rondon, segundo o professor Rafael Ferrareze, é a multidisciplinaridade. As equipes são compostas por alunos de várias áreas do conhecimento. Assim é possível que um acadêmico de determinada área tenha que ministrar uma palestra ou oficina em área totalmente diferente, com a qual nem sempre tem afinidade. “Aqui em Palmeira, por exemplo, temos um aluno de Odontologia ministrando oficina de flauta. “Ainda temos oficinas de dança e modelagem, que envolvem alunos de vários cursos”.

Em sua primeira experiência na coordenação de uma equipe do Rondon, Rafael Ferrareze se mostra tranquilo, contando com a colaboração dos professores do Cescage e Unioeste, com quem divide responsabilidades. Sua estreia em Rondon ocorreu em 2010, em Piranhas (GO), como aluno de Serviço Social da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro). Ele destaca também a parceria com o município, oferecendo toda a logística para desenvolvimento das atividades, além da dedicação das pessoas que atendem aos rondonistas nas suas necessidades.

Meio Ambiente

A educação ambiental foi um dos destaques do primeiro dia de atividades, em Palmeira, também reunindo alunos de variadas áreas.  No período da manhã, os acadêmicos Wellington Soares de Lima (Ciências Biológicas) e Alana Karine Loch (Enfermagem), da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) ministraram palestra sobre sustentabilidade para alunos do 1º ano do curso técnico do Colégio Estadual Dom Alberto Gonçalves.

Com linguagem bastante acessível aos adolescentes, Wellington mostrou como é possível se manter apenas com o necessário para se viver, sem consumismo exagerado e agressão ao meio ambiente. Ensinou para a turma a teoria dos ‘quatro erres’ da sustentabilidade, quatro ações que todos devem colocar em prática, para dar sua parcela de contribuição para uma vida ambientalmente, socialmente e economicamente sustentável. O primeiro é repensar (realmente preciso consumir); depois, reduzir (posso consumir menos); reutilizar (posso reaproveitar o produto); e reciclar (posso transformar em outro produto).

Wellington também levou seus conhecimentos às crianças atendidas no Centro Social Benjamin Malucelli, juntamente com os colegas Elizane Nascimento (Serviço Social/UEPG); Any Caroline da Rocha Galvão (Direito/Cescage) e Marcos Douglas Camargo de Almeida (Veterinária/Cescage), além do professor Rafael Ferrareze e os rondonistas da equipe de Jornalismo, Pedro Estevan Silva Guimarães e Marcelo Taborda Ribas. O grupo ministrou uma oficina de jardinagem, utilizando garrafas PET e madeira de paletes. Mostraram a importância de cultivar hortaliças, ao invés de comprar no mercado; e plantar flores e árvores, para manter as casas mais coloridas e frescas.

Em sua primeira participação no Rondon, Wellington classifica a experiência como fenomenal. Apesar já ter trabalhado com crianças, em programas de formação docente e, principalmente, no PIBID, diz que no Rondon é diferente. “

Pela primeira vez na minha vida fiz uma horta e pude repassar conhecimentos com os quais não trabalho no meu dia a dia de universidade”. Para ele, mais interessante ainda, é a resposta que vem obtendo dos alunos. “Eles se mostram interessados. Demonstram que estão preocupados com o meio ambiente”.

O acadêmico da Unioeste também se refere à convivência com estudantes de outras áreas e instituições. “É uma rotina diferente. Estamos nos primeiros dias da operação, mas já há um entrosamento e amizade entre todos”, comenta. “A cada dia vamos nos conhecendo mais e todos se envolvem no trabalho”. Wellington se arrisca até a cunhar uma frase: “Cada um com o seu querer e seu conhecimento, vamos nos unir e fazer juntos”.

Para a educadora social Paola R. Turra Alves, os rondonistas trouxeram alegria e inovação para as crianças. “Há muito tempo que as crianças não tinham um projeto diferenciado assim. Acredito que eles estão gostando muito. E nós educadores sociais, também. Estamos vendo os alunos bem interessados e interagindo. Para nós isso é uma satisfação”. O centro funciona em contraturno, atendendo alunos da rede pública ensino. Oferece às crianças atividades recreativas e esportivas e fornece, transporte e alimentação.

Colaboração Assessoria de Imprensa.