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Em audiência pública, moradores de Altônia se posicionam contra exploração do gás de xisto

(Foto: Divulgação) - Em audiência pública, moradores se posicionam contra exploração do gás de xisto
(Foto: Divulgação)

Em audiência pública realizada na quarta-feira (22), moradores de Altônia (a 165 quilômetros de Cianorte) se posicionaram contra o fracking, tecnologia de fraturamento hidráulico para a exploração do gás de xisto. Estiveram presentes políticos, representantes de igrejas, professores, estudantes, comerciantes e outros membros da comunidade.

A campanha ‘Não Fracking Brasil’ tem apoio da Cáritas, órgão da Igreja Católica, e da organização 350. Em Altônia, o presidente da Cáritas Paraná e membro da Coalização Não Fracking (Coesus), Reginaldo Urbano, deu uma palestra sobre o assunto.

Ele argumentou os impactos da exploração do gás de xisto para o meio ambiente, como na água, alimentos e ar. “Falamos sobre as mudanças climáticas, pedindo a redução dos combustíveis fósseis e orientando para que essa técnica tão danosa ao meio ambiente não se espalhe mais”, defendeu.

Em 2013, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível licitou a exploração do gás no noroeste do Paraná. Porém, em 2014, o Ministério Público Federal obteve liminar para suspender o resultado dos leilões.

Desde então, entidades vêm trabalhando junto à Associação dos Municípios de Entre Rios (Amerios) para impedir o fracking. O prefeito de Altônia, Amarildo Novato, declarou que integrará a frente de municípios contra a prática.

 “Com o apoio dos vereadores e de toda a comunidade, vamos aprovar o projeto de lei que proíbe o fracking em nossa cidade e garantir que Altônia não sofrerá com a destruição do fracking”, prometeu.

Colaboração Assessoria de Imprensa