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Entidades passam por dificuldades com atraso de repasses

Diversas instituições assistenciais de Ponta Grossa têm passado por dificuldades por falta de dinheiro. O problema é que Prefeitura não está repassando as verbas previstas em convênio, trazendo inúmeros problemas para as senhoras que vivem no Lar das Vovozinhas, por exemplo.

O repasse para o asilo é resultado de um convênio que foi firmado há vários anos, mas há alguns meses os recursos deixaram de ser encaminhados, conforme explica o presidente da entidade, Armando Madalosso. “A Prefeitura já nos deve R$ 80 mil e isso está nos causando uma dificuldade muito grande para manter o programa”, comenta, completando ainda que a entidade não recebeu qualquer tipo de aviso ou explicação sobre o porquê do atraso no repasse.

O diretor do asilo conta ainda que o município entregava R$ 1 mil por idosa e, mesmo com uso do benefício de aposentadoria delas, esse valor representava a maior fatia do orçamento da Instituição. “Não é uma obra que a gente pode parar. Se estão construindo uma escola ou um posto de saúde e não tem dinheiro para pagar, você para, mas aqui não dá. Onde é que nós vamos colocar as idosas se nós tivermos que parar as atividades?”, indaga Madalosso.

Sem a verba que deveria vir da Prefeitura, a direção do Lar das Vovozinhas precisa se virar como pode para manter as idosas. Para isso, eles acabam utilizando o dinheiro que viria para fazer melhorias e reformas no local e, mais do que nunca, dependem de doações para manter o local.

 E esse problema não atinge apenas os asilos da cidade. Cerca de 40 instituições sofrem com o atraso de verba. De acordo com o presidente da Associação das Entidades Assistenciais de Ponta Grossa, Laertes Freitas, o problema só não é maior graças a uma ajuda da Câmara dos Vereadores de Ponta Grossa. “Com o retorno que fizeram do excesso de orçamento, eles [vereadores] indicaram para que fosse pago até o mês de março para as entidades”, conclui.

Colaboração Maira Zimermann, da Rede Massa.