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Entidades rechaçam reajuste salarial do Executivo e Legislativo em Foz do Iguaçu

Entidades representativas de Foz do Iguaçu desaprovam o projeto de lei aprovado na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu que prevê o aumento de 16% nos salários do Legislativo e Executivo do município.

A medida foi aprovada em segunda discussão na manhã desta terça-feira (18), em sessão secreta não divulgada à imprensa. Além dos reajustes inflacionários, os vereadores, prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e procurador-geral vão embolsar retroativos referentes a 2014. A notícia gerou polêmica nas redes sociais e entre a população.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Walter Domingos, admitiu que o projeto está de acordo com a lei, mas alegou falta de bom senso. Segundo ele, os parlamentares aprovaram o reajuste sem consulta prévia da população.

Para o Observatório Social, o reajuste é considerado imoral, apesar de legal. Uma pesquisa divulgada pela entidade aponta que, no ranking das cidades de mesmo porte, Foz do Iguaçu é a que mais gasta com salários de vereadores.

Na cidade, residem cerca de 250 mil habitantes. Cada morador, conforme o estudo, paga R$ 4,25 para manter os servidores da Casa. Em Ponta Grossa, por exemplo, o custo per capita é de R$ 2,54.

A Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (ACIF) também expressa o descontentamento com a medida. Segundo ela, os parlamentares ignoram o momento de crise econômica nacional e local.

Colaboração: Roberta Campos/Rede Massa.