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Escola rural deve se tornar cadeia para mulheres presas em Maringá

Uma escola rural de Maringá, que vem sendo usada por famílias sem teto, deve ser reformada para abrigar as presas que hoje estão na 9ª Subdivisão Policial. Cerca de 40 detentas vivem em situação precária no local e o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) quer que o projeto do colégio saia do papel rapidamente, porém, ainda não há prazo.

O presidente do Conseg, Tadeu Rodrigues, explicou que o preparo do espaço depende da Prefeitura Municipal de Maringá, que teria de reformar a Escola Municipal Delfin Moreira, localizada na Estrada Romeira. Ele destacou a urgência de um novo espaço para as presas.

“Não é porque são pessoas que praticaram algum tipo de delito, de crime, que podem ficar numa situação tão impressionante, irregular. As mulheres já não tomam sol há muitos anos, todas amontoadas em uma cela”, apontou.

Além de resolver o problema das detentas, outra situação diz respeito a quatro famílias que hoje vivem na escola. Elas vieram da antiga ocupação de casas ainda em construção do Jardim Atenas.

Sem ter para onde ir, Silvana Santana reclama que o espaço é inadequeado para uma família morar, além da distância até hospital, banco e outros serviços. “Aqui é muito ruim”, afirmou.

Prefeitura

Por meio de uma nota, a prefeitura de Maringá informou que fechou um termo de compromisso com a Secretaria de Estado da Segurança Pública para transferência dos presos. Segundo a administração, os projetos estão sendo finalizados e as obras devem começar em alguns meses.

Já as quatro famílias devem ser realocadas.

Colaboração Kelly Moraes, Creval Sabino e Nilson Cirino da Rede Massa