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Escrivão da Polícia Civil é detido em operação do Gaeco

(foto: MP/Divulgação) - Escrivão da Polícia Civil é detido em operação do Gaeco
(foto: MP/Divulgação)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizou nesta quinta- feira (1º) uma operação de repressão a desvio de cargas em cidades do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás.

Entre os conduzidos à sede do Ministério Público em Londrina está um escrivão da 10ª Subdivisão Policial acusado de registrar boletins falsos de roubos de cargas para driblar as investigações.

A organização criminosa desviava cargas de soja para Dourados (MS) e de produtos de limpeza para uma rede de supermercados do sudoeste do Paraná e alimentos para uma indústria de Pato Branco.

Motoristas de caminhão freteiros eram cooptados por um núcleo de empresários para o desvio de cargas, simulando assaltos em que diziam terem sido dopados com um líquido. Os falsos assaltos eram registrados em várias delegacias mediante suborno de cerca de R$ 10 mil por boletim, pago a policiais civis, com envolvimento de um policial militar. Em alguns casos, houve participação de advogados para a lavratura falsa dos boletins. São investigados cerca de 25 motoristas, dez empresários e dez policiais.

Foi decretada a prisão preventiva de sete empresários e três funcionários de empresas envolvidas, um advogado, um delegado de polícia, quatro investigadores, um policial militar e sete motoristas. Também foi determinado pelo Juízo de Terra Roxa (Oeste paranaense) o bloqueio de bens e valores.

Em nota, a Polícia Civil confirmou que cinco policiais foram presos, entre eles um delegado. 

Uma cópia dos procedimentos será encaminhada a Corregedoria-Geral da Polícia Civil para instauração dos processos disciplinares internos. Se confirmado o envolvimento dos servidores, os mesmos poderão ser demitidos.

O delegado está sendo encaminhado para o Centro de Operações de Policiais Especiais (COPE), os três policiais civis homens para a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), e a policial civil mulher para o Centro de Triagem, de Curitiba, onde permanecem à disposição da Justiça.

(com informações do Ministério Público)