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Escrivão da Polícia Civil e sobrinho são presos em operação do Gaeco

Na tarde desta terça-feira (29), o Ministério Público do Paraná, por meio do núcleo regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Foz do Iguaçu, cumpriu mandado de prisão preventiva contra um escrivão de Polícia Civil. Ele é investigado na “Operação Turismo” pelos crimes de fraude a licitação, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

As investigações iniciaram em março, após denúncia de que contratos foram fraudados na Secretaria Municipal da Saúde de Foz do Iguaçu, com a participação do escrivão. Ele seria proprietário de uma empresa de transportes, que, de forma irregular, prestaria serviços à Secretaria. 

Como parte das investigações, no dia 10 de novembro, já haviam sido cumpridos cinco mandados de busca e apreensão (nas dependências da Secretaria da Saúde, na residência do réu e em um escritório de contabilidade) e cumpridos sete mandados de condução coercitiva.

De acordo com o promotor Fernando Cubas, foram constatadas irregularidades na celebração de aditivo contratual entre a empresa administrada pelo escrivão e a prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde. “Foi verificado um benefício concedido a um funcionário em específico da secretaria de Saúde, que configura corrupção e prestação de serviços que pacientes que utilizam serviços que foram prestados de forma ineficiente. A partir de agora, ele e outras pessoas envolvidas responderão por fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Estamos que sejam condenados”, disse. 

Marcos Araguari, delegado do Gaeco, informou que os cumprimentos de mandados começaram na manhã de hoje. “São desdobramentos daquela operação deflagrada no começo do mês, ocasião em que foram cumpridos mandados na secretaria de Saúde”.

Além do escrivão, o sobrinho dele também foi localizado. “O policial foi preso em via pública, próximo à avenida Felipe Wandscheer, e encaminhado à 6ª Subdivisão de Polícia Civil (SDP). Temos informações de que ele será encaminhado a Curitiba, local adequado para receber policiais civis”, completou. 

O sobrinho do policial, que não teve o nome divulgado, também é ligado à empresa, que estabeleceu contratos fraudulentos com a Prefeitura. Ele se apresentou à delegacia e será encaminhado a uma unidade prisional.

Colaboração: MP/PR e Vinicius Machado/Rede Massa.