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Estiagem de um mês ajuda a diminuir infestação do mosquito transmissor da dengue

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr) - Estiagem de um mês ajuda a diminuir infestação do mosquito transmissor da dengue
(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Enquanto alguns municípios do noroeste do Paraná, como Pérola e Icaraíma, enfrentam epidemia de dengue, Paranavaí tem uma situação confortável. O Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti deu 0,4%, ou seja, abaixo do aceitável de 1%. Porém, o bom resultado foi impulsionado pela estiagem de mais de um mês. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde ressalta que as ações de prevenção vão continuar.

"Isso quer dizer apenas que, enquanto não chover, não tem água parada nas casas para fazerem os ovos do mosquito eclodirem. Mas as fêmeas continuam voando por aí e colocando ovos em ambientes secos e, assim que chover novamente, se não houver um cuidado e atenção da população, o risco de epidemia vai retornar”, destacou o diretor da Vigilância em Saúde de Paranavaí, Randal Fadel Filho.

O município tem, neste ano de 2016, 791 casos notificados de dengue, sendo 108 confirmados, 678 descartados e cinco aguardando resultados. Também possui 67 casos notificados de Zika Vírus, sendo 17 descartados e quatro positivados.

O trabalho feito pelos agentes de endemias mostra que o maior acúmulo de larvas do mosquito Aedes aegypti é notado em pequenos depósitos, como bebedouros de animais, vasos de plantas, baldes com água, brinquedos quebrados no quintal, copos plásticos e latinhas de bebidas; 57,1% das larvas estão nesses espaços.

A Região 2 de Paranavaí, que abrange o Centro e o Jardim Vidal, é a mais problemática, com 0,8% de infestação. Já a Região 1 (jardins Ouro Branco, Morumbi, Vila City e Ouro Verde) tem índice de 0,4%, seguidas pela Região 3 (jardins São Jorge, Simone e Vila Operária), e 4 (Sumaré e jardins Guanabara, Ipê e Santos Dumont), com 0,2%.