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Estudantes convivem com superlotação em ônibus da UEL

Estudantes convivem com superlotação em ônibus da UEL

Luana Faria da Conceição acorda todos os dias às seis horas da manhã. Antes das 7h30 ela está no ponto de ônibus do bairro onde mora, Jardim Califórnia, para subir no primeiro dos sete ônibus que viaja durante o dia.

A rotina é puxada. Pela manhã, curso profissionalizante. À tarde, estágio no Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento Econômico e Social de Cambé. Durante a noite, estuda Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina (UEL).

A jovem de 19 anos passa cerca de três horas diárias dentro do transporte coletivo da cidade, convive diariamente com a superlotação e a demora do serviço. Segunda a estudante, a pior viagem é para ir e voltar da UEL. “É o fim da tarde, já estou um pouco cansada, tem mais trânsito e o ônibus está sempre lotado”, reclama a estudante, que reflete uma realidade da comunidade universitária que sofre para chegar e voltar do campus.

Segundo a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), a UEL é atendida por seis linhas de ônibus. Apesar do grande número de linhas, os estudantes reclamam qualidade do serviço. “Isso é ruim tanto para os estudantes, quanto para os funcionários. Ao voltar da UEL o ônibus vem muito lotado, ficamos espremidos. Tanto que o motorista deixa de parar em alguns pontos, pois não cabe mais ninguém”, relata Luana.

Comunidade Universitária 

A tarefa de atender toda a comunidade da universidade não é fácil. A população da UEL entre professores, alunos e funcionários é de quase vinte mil pessoas. Além da superlotação do ônibus, o trânsito é caótico no horário de entrada e saída das aulas.

O prefeito do Campus, Dari Toginho, afirma que a prefeitura não tem o poder de interferir diretamente na questão dos transportes coletivo, mas está aberta para as reclamações da comunidade. “Oficialmente, não temos essa responsabilidade. Mas, se a gente receber essa informação, com certeza, vamos mandar um documento para a CMTU, requerendo mais ônibus, para resolver essa situação”.

Em relação ao aumento da população universitária, Dari garante que a UEL tem a estrutura necessária para atender a comunidade. “A população aumentou, estamos com uma demanda maior de cursos de pós-graduação, o que aumenta bastante a quantidade de alunos. Mas nossa estrutura comporta esse aumento. A segurança é feita 24 horas por dia e o restaurante universitário foi reformado recentemente”, exemplificou.

Soluções

A estudante Luana Conceição sugere o aumento da frota nos horários de pico para melhorar a qualidade de vida dos estudantes. “Seria excelente para nós estudantes, que voltamos cansados e com vontade de chegar rápido em casa”.

A CMTU informou que acompanha periodicamente o funcionamento dos coletivos que atendem a UEL e, para melhorar o atendimento aos estudantes da instituição, disponibilizou no início desta semana um ônibus extra no horário das 22h40, com destino ao Terminal Central.

Para monitorar o resultado da ação e verificar a ocupação dos coletivos, foram colocados fiscais nas linhas do campus. Caso as observações apontem a necessidade de acréscimo de mais veículos extras, a companhia afirmou que fará os ajustes necessários.

Serviço

A UEL é atendida pelas linhas 305 - Campus, 307 - Avelino Vieira, 315 - Colúmbia, 904 - São Lourenço / Sabará, 835 - UEL / Milton Gavetti, além da 306 - Cidade Universitária, que tem o seu ponto final ao lado do campus universitário. Os horários podem ser conferidos no site da CMTU

(colaborou Danilo Brandão/Massanews)