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Estudantes fazem protesto e ocupam colégio Gerardo Braga em Maringá

Estudantes fazem protesto e ocupam colégio Gerardo Braga

Cerca de mil estudantes da rede estadual de ensino fizeram um protesto por melhorias na rede pública de educação, na manhã desta quarta-feira (18), em Maringá. Após uma passeata, eles ocuparam o Colégio Estadual Dr. José Gerardo Braga, na Avenida 19 de Dezembro.

Os alunos cobram do governo do estado melhores condições estruturais dos colégios e também o fim dos problemas na merenda, cuja entrega atrasou entre abril e maio, deixando escolas com despensas vazias.

Por volta das 10h30, a direção do colégio conversava com os estudantes para negociar a liberação do local. Adolescentes de diversas escolas participam do protesto, organizado pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, União  Paranaense dos Estudantes, União da Juventude Socialista e Kizomba.

O estudante Marcelo Carneiro de Miranda, 18 anos, representante da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes), declarou que a ocupação permanece por tempo indeterminado para forçar o diálogo com o governo do estado.

“Nós vamos garantir uma manifestação pacífica, sem nada depredado, assim como a saída dos funcionários e professores. A partir da ocupação, nós vamos abrir um novo canal de diálogo”, declarou.

A pauta principal do protesto em Maringá é a merenda escolar, tanto o atraso quanto a má qualidade dos alimentos que vêm chegando, segundo contaram os estudantes. Eles pedem uma investigação na Assembleia Legislativa sobre o caso.

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A Secretaria de Estado da Educação se pronunciou por meio de uma nota, mas não cita se vai tentar contato com os alunos na ocupação. 

"A Secretaria de Estado da Educação esclarece que as escolas dos municípios de Maringá e região receberam na semana passada a segunda remessa de alimentos não perecíveis, junto com a terceira remessa de carne bovina e almôndegas. A partir do dia 30 desse mês a Secretaria da Educação dará início à entrega da terceira remessa de alimentos não perecíveis a todas as unidades. A Secretaria reforça que, todos os alimentos que chegam às escolas passam por um rigoroso controle de qualidade e somente após a aprovação eles são encaminhados às escolas.

A Secretaria da Educação informa também que foi depositado direto na conta das escolas, em abril, uma cota complementar de R$ 2,6 milhões para que as unidades pudessem repor os itens que não foram entregues nas remessas anteriores, como temperos e outros. 

A Secretaria da Educação informa ainda que o processo de compra dos produtos oriundos da Agricultura Familiar será encaminhado hoje ao Jurídico da Secretaria para homologação. As entregas estão previstas para iniciar no início do próximo mês."