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Ex-marido confessa ter jogado Carina Teixeira ainda viva em fossa

(foto: Lucia Lima/Parana Centro) - Ex-marido confessa ter jogado Carina Teixeira ainda viva em fossa
(foto: Lucia Lima/Parana Centro)

Miraldo Pedreira, de 33 anos, prestou depoimento ao delegado Gustavo Dante, de Ivaiporã, e confessou ter matado a ex-mulher Carina Teixeira, de 29 anos, que estava desaparecida desde 25 de agosto.


Ela foi encontrada 18 dias depois no sítio do ex-marido, dentro de uma fossa com cerca de dez metros de comprimento. No depoimento, Pedreira confessou o crime, cometido depois de uma briga, e disse que a vítima ainda estava viva e tentou puxá-lo ao ser jogada.

Os dois foram casados por 12 anos e tiveram dois filhos, atualmente com três e nove anos. A separação ocorreu há dois meses.

No dia do crime, o ex-marido foi até a creche onde Carina buscaria um dos filhos. Ele entrou no carro da vítima, ficou escondido no banco traseiro e, quando ela chegou, usou a desculpa que queria trocar o carro com documentos atrasados para leva-la até o sítio.

Em meio a uma discussão no local, Miraldo teria cobrado explicações sobre um suposto relacionamento amoroso dela, quando perdeu a cabeça. “Eu era apaixonado e, no sítio, pressionei para me contar a verdade – se tinha me traído. Disse que, se ela falasse a verdade, a deixaria ir embora. Ela confirmou e não aguentei. Fui empurrando. Joguei a Carina viva na fossa e ela tentou me puxar. Mas falei: Vai você sozinha!”, confessou o homem, que jogou entulhos de eternit e uma tampa de concreto sobre o corpo. A bolsa e o celular da vítima também foram atirados no local.

Depois de quatro dias, o corpo de Carina começou a exalar mau cheiro. Miraldo comprou dois sacos de cal e jogou sobre a fossa. Durante as buscas, ele chegou a oferecer uma recompensa de R$ 5 mil a quem encontrasse a ex-mulher.

O delegado Gustavo Dante afirmou que, apesar da confissão de Miraldo, alguns detalhes ainda precisam ser esclarecidos.

Ele deve ser autuado por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

(colaborou Lúcia Lima/ParanaCentro)