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Expobel reúne casos de sucesso de microempreendedores

(Foto: Divulgação) - Expobel reúne casos de sucesso de microempreendedores
(Foto: Divulgação)

Pela primeira vez, a Expobel tem um espaço exclusivo para os microempreendedores individuais (MEIs). Através de uma iniciativa da Prefeitura, mais de 30 empreendedores organizaram exposições no pavilhão do MEI e, além de produtos e serviços, também mostram bons exemplos de pequenos negócios que deram – e estão – dando certo.

“Temos focado nossa política de desenvolvimento na profissionalização de pessoas que iniciam seus negócios de maneira informal e através do Centro Empresarial recebem oportunidades de se capacitar, abrir um CNPJ e ter estabilidade para expandir sua atuação”, destacou o prefeito Antonio Cantelmo Neto.

Somente em Francisco Beltrão, existem 2,4 mil microempreendedores individuais

Somente em Beltrão, existem 2,4 mil microempreendedores individuais e segundo a Semdetec, este número é rotativo porque enquanto muitos aderem à categoria, outros mudam de enquadramento para o Simples Nacional. Levantamento do governo municipal indica que mais da metade dos MEIs aumentam o faturamento e investimentos e melhoram a gestão após a formalização. Muitos destes bons resultados estão atraindo milhares de visitantes e clientes ao pavilhão.

Do desemprego ao negócio próprio

Os últimos meses foram bastante conturbados na vida de Clóvis Martin Correia, que na dificuldade encontrou uma oportunidade de ganhar a vida. Após perder o emprego, pegou parte do acerto e comprou algumas máquinas usadas de marcenaria, esperando montar uma sociedade que não vingou. No entanto, mesmo sem nunca ter lidado com madeira, resolveu encarar sozinho o desafio de montar algumas peças: no porão de casa, começou a fabricar boleiras e fruteiras, vendidas rapidamente. Daí por diante, percebeu que poderia ampliar o rol de produtos e, pegando apenas alguns modelos na internet, passou a fabricar tábuas para churrasco, petisqueiras e adegas, tudo com madeira da melhor qualidade.

“No começo, fiz uma adega e vendi por menos da metade do preço que vendo hoje porque nem tinha noção de quanto cobrar. A gente passou por capacitações e recebeu orientação para saber como tocar o negócio próprio”, afirma Clóvis.

Ele está formalizado há menos de 90 dias e na Expobel já recebeu três propostas grandes para fornecer seus produtos, por isso vislumbra ampliar a produção. “Hoje, minha limitação é o espaço e as máquinas, mas como está indo bem em pouco tempo, já dá para pensar em ampliar e diversificar os produtos”, diz.

Formalização foi último passo da Jubilu

Ao contrário de muitos MEIs, que hoje se formalizam antes mesmo de iniciar o negócio, a Jubilu só foi abrir um CNPJ depois de anos de atividade, boa atuação no mercado e até loja física. A microempreendedora Juliane Iaczinski iniciou há oito anos como a maioria dos artesãos – fazendo um bonequinho para ela mesma ou para aquela tia de quem se gosta muito – e aos poucos foi vendo na atividade uma oportunidade de ganhar dinheiro.

Os produtos feitos com isopor e EVA conquistaram clientela através da internet e as encomendas foram aumentando até que a obrigaram a abrir um ateliê para atender os pedidos. “Era um negócio de boca em boca e que foi crescendo. Hoje a gente fornece enfeites, lembrancinhas e faz decoração personalizada de festas temáticas para todas as casas de festas infantis da cidade”, conta Juliane, que antes de se formalizar já tinha até o registro da marca da empresa.

Colaboração Assessoria de Imprensa.