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“Faltou amor de pai e de mãe", diz adolescente morador de abrigo em Maringá

“Faltou amor de pai e de mãe para mim que eu queria ter”. 

Essa fala de dor é de um garoto de 16 anos que vive no Abrigo Municipal para Crianças e Adolescentes de Maringá. O espaço é marcado por depoimentos de medo, rejeição e saudade da família.

Por ano, o abrigo recebe cerca de 180 crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por diversas condições de risco, como violência e consumo de drogas e bebida alcoólica pelos pais.

A psicóloga Jane Firmino destaca que são garotos marcados por uma trajetória de sofrimento. No abrigo, eles têm que lidar com a tristeza de serem afastados dos pais, com o desafio do resgate da autoestima e da construção de um projeto de vida.

No local, eles estabelecem uma rotina, trabalham relacionamentos e planejam sonhos. Um dos abrigados, por exemplo, sonha em ser psicólogo, pois projeta um futuro diferente do passado.

“Em vez de pedir ajuda, estar ajudando as pessoas”, planeja.

Colaboração Célia Martinez e Marcos Luvizeto da Rede Massa