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Força tarefa encontra mais de 27 hectares de desmatamento

(Foto: Divulgação / IAP) - Força tarefa encontra mais de 27 hectares de desmatamento
(Foto: Divulgação / IAP)

Uma força tarefa do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) identificou 27 hectares de áreas desmatadas na região de Guarapuava. O local não foi divulgado pelo órgão. A descoberta aconteceu durante fiscalização para identificar áreas desmatadas ilegalmente no Paraná. A conclusão é de que a devastação acontece em todas as regiões do Estado.

Somente no primeiro semestre de 2016, os técnicos do IAP encontraram cerca de 514 hectares desmatados de forma irregular. Também foram achadas 1373 araucárias derrubadas sem a devida autorização ambiental. No mesmo período, o número de autos de infração lavrados chegou a aproximadamente 550 autos e as multas aplicadas somam cerca de R$ 6 milhões.

“Para essa força tarefa foi realizado um trabalho de inteligência e planejamento, utilizando tecnologias de Sistemas de Informações Geográficas, com imagens de satélite, com identificação de polígonos de ocorrência de desmatamentos e corte seletivo de vegetação. Assim, a fiscalização é mais efetiva, com ações programadas e pontuais”, conta o diretor geral da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Paulino Mexia.

Durante a semana de fiscalização na região, os fiscais lavraram cinco autos de infração ambientais e algumas notificações, além de manterem o trabalho de investigação de outros desmatamentos. Foram apreendidos equipamentos utilizados para degradação ambiental, como trator de esteira e motosserras, e o produto florestal resultante dos desmatamentos ilegais, como madeira em forma de toras e lenha.

De acordo com os fiscais, as regiões que apresentam maior desmatamento ilegal são a Central e a Sul do Estado. “Essas são as regiões onde encontramos maior concentração de desmatamento ilegal e a mais representativa pois possui remanescentes de Floresta Ombrófila Mista, com a presença de araucárias e outras espécies ameaçadas de extinção. Acreditamos que isso contribui para a prática do desmatamento, que ainda persiste na cultura local e, principalmente, para expansão das atividades agrícolas”, explica o chefe do Departamento de Fiscalização Ambiental do IAP, Ivo Good.

Colaboração Rede Sul de Notícias.