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Foz registra mais 2 casos de leishmaniose em humanos

Foto: Divulgação / Arquivo - Foz registra mais 2 casos de leishmaniose em humanos
Foto: Divulgação / Arquivo

A Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde (SMSA) confirmou no fim da tarde desta segunda-feira (8) mais dois casos de leishmaniose viceral, que atinge os órgãos internos da pessoa.

Os pacientes estão internados no Hospital Municipal (HM), sendo um homem de 40 anos morador da Vila Yolanda e uma mulher de 41 anos residente em Três Lagoas.

O estado de saúde de ambos é estável. Desde julho do ano passado até agora são cinco os registros de leishmaniose viceral.

Um idoso, que tinha outras enfermidades, morreu.

A confirmação dos dois novos casos da doença ocorre justamente na Semana de Prevenção à Leishmaniose, que começou hoje e é desenvolvida pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Até a próxima sexta-feira (12), haverá palestras em escolas municipais, alertando para a forma de contágio.

"A leishmaniose é transmitida pelo mosquito-palha, que pica um animal infectado com o parasita e depois transmite para os humanos", explicou o coordenador de Educação e Mobilização do CCZ, Thiago Cavalcante.

Apesar de existir no mercado vacinas e medicações para tratamento, nenhuma garante eficácia de 100%.

"O melhor remédio para a leishmaniose continua sendo a prevenção, removendo materiais orgânicos do quintal para evitar a proliferação do mosquito e utilizando coleiras que repelem os insetos dos cães", orientou a veterinária do CCZ, Luciana Chiyo.

Leishmaniose

A Leishmaniose é caracterizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das seis doenças infecciosas que necessitam de atenção no planeta. Estima-se que, por ano, dois milhões de pessoas sejam acometidas pelo problema.

No Brasil, o parasita do gênero Leishmania está presente em todos os Estados, normalmente em animais silvestres, mas bichos de estimação domésticos também podem ser hospedeiros. A transmissão é feita pelo mosquito-palha.

Há dois tipos de Leishmaniose, a mais comum é a Tegumentar ou Cutânea, que atinge a pele e as mucosas.

A Leishmaniose Viceral é a forma mais grave, e atinge os órgãos internos da pessoa, com aumento significativo do tamanho do fígado e baço.

Em contrapartida, o paciente emagrece. Se não for tratada, a doença compromete as funções hepática e renal, podendo evoluir para a morte.

Nos cães, os sinais mais frequentes são crescimento exagerado das unhas, perda de pelo, descamação da pele, emagrecimento, atrofia muscular, sangramento nasal, entre outros.

Para evitar o contágio, deve-se usar coleiras que repelem os insetos.

É fundamental também eliminar materiais orgânicos do quintal, local preferido para a reprodução do mosquito que transmite o parasita.

“No CCZ, temos um teste rápido que aponta se o animal está infectado. Em caso reagente, temos um segundo exame que é feito em Curitiba para a confirmação do diagnóstico. O teste está disponível para toda a população”, explicou o coordenador de Educação e Mobilização, Thiago Cavalcante.

Para ter acesso ao teste é necessário agendar a data no CCZ. O telefone é o 45-3524-8848. Embora seja incurável, a Leishmaniose Canina pode ser controlada por meio de tratamento.

Colaboração: Assessoria de imprensa