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Frequentador relata descaso da prefeitura com o Parque Bacacheri

Frequentador relata descaso da prefeitura com o Parque Bacacheri

O servidor público aposentado João Ferreira Freitas, de 65 anos, é maratonista e precisa treinar todos os dias para manter a forma e o pique necessário ao disputar competições. Por isso, ele vai diariamente pela manhã ao Parque Bacacheri, para realizar o treino.

O local, “que sempre foi muito bonito”, segundo João, está passando por alguns problemas nas últimas semanas. De acordo com ele, a poluição no lago é o principal problema. “A água do lago está parada, podre e fétida. Já vi vários peixes mortos por lá”, explicou.

O servidor contou que a fonte do parque está desligada há várias semanas e o lago sofre com o esgoto que sai de prédios vizinhos. “Perto da fonte, o lago é pura poluição. Há um canal de esgoto a céu aberto próximo ao estacionamento, ao lado do parque”, relatou.

De acordo com o maratonista, além de ser algo ruim para a imagem do parque, também é ruim para o meio ambiente e para a cidade. “Fica feio, para quem passeia por lá é desconfortável. Além disso, existe o custo, que é tanto financeiro, como ambiental, que vai aumentando cada vez mais”, afirmou.

No entanto, segundo João, os problemas não param por aí. “Vivem cortando a grama lá do parque, especialmente nos períodos de chuva. O problema é que eles não usam uma rede para proteger as pessoas. Até usam para proteger os carros, mas os frequentadores acabam ficando sem proteção alguma.”

O servidor ainda questionou uma obra que está sendo realizada no parque, para a construção de um banheiro. “A obra vai custar R$ 200 mil. É um valor absurdo para a construção de um banheiro. Estou aguardando o fim da obra, que já dura três meses, outro absurdo, para questionar a prefeitura a respeito desse valor.”

Por fim, João relatou que os gansos que costumavam passear pelo parque sumiram do local. “Dizem que foi ataques de cães, mas foram cerca de 20 gansos que sumiram do nada. Agora só têm dois. Eu não acredito nessa história”, afirmou.

Em nota, a gerência do departamento de praças e parques da prefeitura de Curitiba informou que “a água proveniente do poço artesiano que abastece o lago e as fontes não será mais disponibilizado para a população conforme orientação da Secretaria de Saúde, pelo fato das fontes ficarem expostas e sujeitas à contaminação.”

Além disso, afirmou que as mortes dos peixes foram causadas pela grande variação de temperatura durante o inverno. Em relação aos gansos, o departamento informou que os animais foram transferidos para o zoológico depois do ataque dos cachorros.

Ainda explicou que o custo do banheiro “é justificado pela construção de quatro unidades femininas, quatro unidades masculinas e duas unidades com acessibilidades (masc/fem) com recursos provenientes de verba parlamentar através do vereador Aladim Luciano. Por fim, a gerência afirmou que vai orientar os funcionários para que utilizem telas protetoras durante todo o processo de corte e manutenção da grama.

Para João, no entanto, as promessas não convencem. “Eu já tinha entrado em contato com a prefeitura para reclamar desses problemas, mas a resposta é sempre a mesma e a solução nunca acontece. Da última vez, afirmaram que não tinham verba para realizar a manutenção do lago”, explicou.

Ainda de acordo com o servidor, a resposta recebida pela reportagem é a mesma que ele recebeu semanas atrás. “Da última vez, também tinha dito que iriam orientar, mas no outro dia lá estavam os funcionários cortando grama sem a proteção. Um dia, alguém vai ficar cego com alguma pedrada e aí vão falar que é azar. Azar nada, inépcia total”, afirmou.