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Funcionários da Celepar estão em greve por tempo indeterminado

(Foto: Divulgação) - Funcionários da Celepar estão em greve por tempo indeterminado
(Foto: Divulgação)

Os funcionários da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) entraram em greve nesta quinta-feira (1º). A empresa de economia mista presta serviços para o Governo do Estado e é responsável pela preparação de documentos como carteira de motorista, carteira de identidade, folha ponto de servidores, entre outros.

Os trabalhadores em greve são contratados pelo regime CLT e pararam as atividades por desacordo com a empresa em relação aos direitos. “Nossa data base é maio e desde então estamos negociando com a empresa, mas a empresa condicionou a assinatura do nosso acordo com a desistência de uma ação de cumprimento que está na Justiça do Trabalho e a retirada de uma conquista”, comenta a diretora administrativa do Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná (SINDPD-PR), Marlene Fátima da Silva.

De acordo com a diretora, a ação que corre na Justiça é referente a um reajuste referente aos anos 2013, 2014 e 2015 que não foi pago. Além disso, os trabalhadores teriam que retirar da convenção coletiva de trabalho o acordo de que a demissão dos funcionários seria realizada mediante justificativa por parte da empresa.

“Não é uma questão salarial, a greve é devido à intransigência da empresa”, afirma Marlene. Ela estima que cerca de 80% dos 1,2 mil funcionários aderiram à greve, mas a paralisação não deve trazer prejuízos à população uma vez que pelo menos 120 pessoas atuam em cargos de chefia e de confiança, e não pararam de trabalhar.

Em nota, a Celepar destacou que tomou providencias para que “não haja descontinuidade dos serviços prestados ao Governo do Estado e aos cidadãos paranaenses”. De acordo com a empresa, 70% dos funcionários não entraram em greve, o que corresponde a 840 pessoas.

Sobre as reivindicações dos trabalhadores, e empresa informou que foram realizadas mais de seis reuniões com os empregados e “em todas elas, a Celepar ofereceu meios para que não ocorresse a paralisação”. “A Celepar reitera que sempre esteve e que continua aberta ao diálogo, ao mesmo tempo em que está empenhada para que este impasse seja resolvido o mais breve possível”, diz o texto.