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Funcionários e Sanepar não chegam em acordo; greve continua

(Foto: Divulgação/Saemac) - Funcionários e Sanepar não chegam em acordo; greve continua
(Foto: Divulgação/Saemac)

Segue o impasse entre trabalhadores e a Sanepar. A categoria está mobilizada depois da audiência de dissídio coletivo realizada na última segunda-feira (16) terminar sem acordo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O problema está no reajuste salarial: a empresa ofereceu 11,08%, o que representa a reposição da inflação. A categoria, no entanto, reivindica um aumento real.

Os empregados da Sanepar já tinham decidido, em assembleia, retornar à greve, caso não houvesse conciliação no TRT. Mesmo com a possibilidade de uma nova paralisação, o abastecimento d'água está garantido, assim como 40% do efetivo que trabalha nos demais serviços da companhia.

Os trabalhadores defendiam o reajuste salarial acima da inflação, afirmando que a Sanepar vem obtendo lucros e tem feito reajustes de tarifas que ultrapassam o índice inflacionário. A empresa ofereceu 11,08% de reajuste salarial, o que corresponde à inflação de 12 meses, e 12,82% de reajuste no auxílio-alimentação.

Como sugestão, a vice-presidente do Tribunal, desembargadora Marlene Fuverki Suguimatsu, cogitou a possibilidade de um reajuste 12,82%, mas a empresa não aceitou. Um nova audiência de conciliação foi marcada para a próxima sexta-feira (20), às 14h30, na sede do TRT.

Não vai ter ata

No fim da sessão, a vice-presidente do Tribunal afirmou que não iria conceder a cópia da ata de audiência, como é feito normalmente, por motivo de economia de recursos. "As partes não levarão cópia da ata da presente audiência em função do drástico corte orçamentário conduzido pelo Exmo. Deputado Federal, atual Ministro da Saúde, Ricardo Barros, que está dificultando e poderá inviabilizar funcionamento desta Justiça em tempo bastante breve", ressaltou a desembargadora, se referindo às restrições impostas pela Lei Orçamentária Anual, que foi iniciativa de Barros. A previsão da Justiça do Trabalho do Paraná é que o órgão poderá ter que parar as atividades em outubro deste ano.

Colaboração: Assessoria de Imprensa do TRT-PR