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Gaeco do Rio Grande do Sul cumpre mandado em empresa de Londrina

(foto: MPRS/Divulgação) - Gaeco do Rio Grande do Sul cumpre mandado em empresa de Londrina
(foto: MPRS/Divulgação)

Gaeco do Rio Grande do Sul cumpre mandado em empresa de Londrina

O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Rio Grande do Sul deflagrou nesta quarta-feira (4) a “Operação Mercenários”, que investiga empresas fornecedoras de alimentos para instituições públicas que adquiriram insumos impróprios ao consumo humano por valores baixos e repassavam para presídios.

 Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão nos três estados do Sul. No Paraná, o Gaeco cumpriu mandados em duas empresas de Lupionópolis e Londrina, suspeitas de fornecer café para as duas empresas de Santa Rosa, no interior gaúcho, que venciam as licitações.

As irregularidades foram descobertas em um projeto de fiscalização de casas prisionais conduzido pelo Ministério Público. Foram apreendidas toneladas de produtos com validade vencida, sem data de fabricação ou validade, insetos vivos, excrementos de insetos e cacos de vidro. A conservação e transporte dos alimentos também eram feitos de forma irregular.

 De acordo com o Ministério Público, quando eram realizados testes de qualidade para fornecimento de alimentos a órgãos públicos, as empresas apresentavam mercadorias compatíveis com as exigências. Porém, na entrega, a qualidade era bem diferente.

Até o momento, foi apurado que os destinatários finais de alimentos inapropriados fornecidos pelas empresas investigadas foram a Cozinha Comunitária do Município de Ijuí, a Secretaria de Assistência Social do Município de Ijuí e as dez casas prisionais citadas. Há suspeita de que outras entidades possam ter recebido alimentos nas mesmas condições, em especial outras casas prisionais do Rio Grande do Sul.

 As empresas receberam R$ 16,3 milhões referentes a licitações públicas entre os meses de abril de 2013 e abril de 2016.

 A reportagem entrou em contato com representantes da America Comissária Agromercantil, que apenas confirmaram o cumprimento do mandado de busca e apreensão de notas fiscais de venda para empresas atacadistas do Rio Grande do Sul. A empresa ainda não foi notificada oficialmente sobre o processo, que corre sob segredo de justiça.