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Ghost Bike é instalada no local de morte de ciclista para pedir respeito e prestar homenagem

Ghost Bike é instalada no local de morte de ciclista para pedir respeito e prestar homenagem

Integrantes do movimento Bicicultura Maringá instalaram uma ghost bike (bicicleta fantasma) em homenagem a Rubens Camargo, 55 anos, que morreu na última quarta-feira (20), em Paiçandu (a 13 quilômetros de Maringá). O ciclista trafegava pela Avenida Marechal Castelo Branco quando foi possivelmente atingido por um carro, cujo motorista fugiu sem prestar socorro.

As ghost bikes surgiram em 2002 nos Estados Unidos, como uma forma de prestar homenagem e pedir providências pelos ciclistas vítimas do trânsito. Em Maringá, quase dez já foram colocadas nos pontos de acidentes fatais nos últimos quatro anos, segundo um dos fundadores do Bicicultura e secretário da Associação dos Ciclistas do Noroeste do Paraná, Marcos Beto.

“É um jeito de prestar homenagem a quem morreu. Não estamos acusando ninguém, mas a gente quer que tenha uma investigação. O senhor Rubens era muito conhecido em Paiçandu e não podemos deixar isso passar em branco”, declarou.

O branco é justamente a cor com a qual as ghost bikes são pintadas. Marcos Beto destaca que é preciso respeito à coletividade para o fim das mortes no trânsito. “O ciclista está super vulnerável. Os carros não respeitam, as motos não respeitam, também temos ciclistas que não respeitam, mas com os ciclistas o estrago é maior. Pela nossa lei de trânsito, o maior deveria proteger o menor, mas não é isso que acontece”, colocou.

Ativismo

O movimento Bicicultura, responsável pela ghost bike instalada nesta segunda-feira (25), foi criado há quatro anos para incentivar o uso de bicicleta, tanto para lazer quanto como meio de transporte.

O ativismo não é apenas pelos ciclistas, mas por projetos de mobilidade para a toda a comunidade, missão da Associação de Ciclistas do Noroeste do Paraná, que está encabeçando uma série de debates em Maringá.

“Nosso interesse é coletivo, sempre por respeito. Outro problema que devemos conter é a pressa. Se houvesse respeito, não era preciso nem ciclovias”, acredita Marcos Beto.