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Greve dos trabalhadores da saúde termina, mas assembleia acaba em confusão

(Foto: Divulgação/Sindesc) - Greve dos trabalhadores da saúde termina, mas assembleia acaba em confusão
(Foto: Divulgação/Sindesc)

A assembleia dos trabalhadores de hospitais filantrópicos e particulares de Curitiba terminou com confusão. O sindicato da categoria convocou a reunião para definir se seria aceito ou não o reajuste salarial de 9,83% em duas parcelas: uma de 7% agora em junho e outra, de 2,83%, a partir de fevereiro do ano que vem.

De acordo com o sindicato, a maioria dos trabalhadores aceitou a proposta e o fim da greve. No entanto, um grupo teria começado a protestar contra a votação, alegando que a mesa diretiva apenas contou os votos favoráveis. “A votação foi feita por aclamação, por amostragem e o número dos favoráveis era visualmente maior do que os contrários”, relatou Natanael Marchines, tesoureiro do Sindesc.

Com o término da votação, algumas pessoas chegaram a partir para a violência, segundo Natanael. “Eles chutaram mesas, cadeiras e até rasgaram o livro de assinaturas, para que a decisão não fosse registrada em ata”, afirmou. Segundo ele, muitas pessoas que nem são ligadas a categoria estavam no local. “Muita gente com politicagem, querendo ser vereador. Aí vem aqui, para tumultuar.”

O reajuste tinha sido recusado pelo sindicato nesta quinta-feira (19), durante uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná. Mesmo assim, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região (Sindesc) tinha se comprometido em levar a proposta para a avaliação da categoria, em uma assembleia.

Mesmo com a confusão, a proposta foi aprovada e a greve terminou. O grupo contrário à decisão se reuniu na Praça do Gaúcho, na rua Trajano Reis, onde discutiram o resultado da assembleia. A reportagem tentou o contato com alguns trabalhadores contrários à decisão, mas ninguém atendeu as ligações.