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Greve dos trabalhadores das CMEIs de São José dos Pinhais continua nesta terça-feira (16)

Os trabalhadores se concentraram no Paço Municipal de São José dos Pinhais, nesta segunda-feira (15) (Foto: Divulgação/Sinsep) - Greve dos trabalhadores das CMEIs de SJP continua
Os trabalhadores se concentraram no Paço Municipal de São José dos Pinhais, nesta segunda-feira (15) (Foto: Divulgação/Sinsep)

A greve dos trabalhadores dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, vai continuar nesta terça-feira (16). A categoria decidiu continuar com a paralisação porque a prefeitura não apresentou nenhuma proposta para atender às reivindicações dos grevistas.

A decisão foi tomada hoje (15), em uma assembleia realizada pela categoria no Paço Municipal de São José dos Pinhais, onde foi realizada a concentração da greve. Amanhã, a concentração volta a acontecer no Paço Municipal e só deve terminar quando a prefeitura apresentar alguma proposta.

Neste primeiro dia da paralisação, de acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos de São José dos Pinhais, que representa a categoria, 34 unidades das 42 que existem no município aderiram à paralisação. O número é diferente do divulgado pela prefeitura de São José dos Pinhais, que afirmou em nota, no início da tarde, que todas as unidades funcionavam normalmente.

De acordo com a secretária-geral do Sinsep, Valquíria Teixeira da Silva, o que aconteceu na realidade é que a prefeitura enviou funcionários para cobrir as faltas dos trabalhadores que aderiram à paralisação. Mesmo assim, segundo ela, as CMEIs ficaram praticamente vazias nesta segunda. “Os pais nos apoiam na greve e por causa disso, poucas crianças foram até as CMEIs”, afirmou.

A Prefeitura de São José dos Pinhais foi procurada pela reportagem, para se manifestar à respeito da declaração do sindicato e se existe alguma previsão de negociação com os grevistas e afirmou que vai divulgar um posicionamento oficial na manhã desta terça-feira (16).

Pauta dos trabalhadores

O Sinsep afirma que o número excessivo de crianças por profissional é um dos motivos para a greve. Segundo o sindicato, uma educadora relatou que trabalha com 20 crianças de manhã e 20 à tarde sendo uma delas portadora de autismo e que necessita de cuidados especiais, segundo o sindicato.

Os trabalhadores ainda reivindicam hora-atividade para os educadores e atendentes de creche, além da separação do cargo de educador entre educação e assistência social.