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Greve dos trabalhadores de saúde afeta atendimento parcialmente

(Foto: Elbio Tavares / Rede Massa) - Greve dos trabalhadores de saúde afeta atendimento parcialmente
(Foto: Elbio Tavares / Rede Massa)

Entidades ligadas aos hospitais e estabelecimentos de saúde de Curitiba e Região Metropolitana mediram os impactos da greve dos trabalhadores do setor, iniciada nesta quarta-feira (18). Por enquanto, a população não está sendo afetada fortemente.

A Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar) informou, por meio de assessoria de imprensa, que houve reflexo na rotina dos hospitais privados, mas foi pequeno. A entidade deve divulgar ainda hoje um balanço sobre a adesão à greve.

A Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (Feaes) informou que a adesão foi parcial nos estabelecimentos ligados ao munícipio: Maternidade Bairro Novo, Hospital do Idoso, Unidade de Pronto Atendimento Matriz e os Centros de Atenção Psiscossocial (Caps). Durante a manhã, somente nos Caps o atendimento estava prejudicado, com 36% da capacidade total. Nas outras unidades, conforme assessoria de imprensa da fundação, houve adesão de alguns funcionários, mas sem impactos no atendimento.

A Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa) informou que a adesão também foi baixa nestes estabelecimentos, o que também foi confirmado pelo Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Sindipar), conforme a assessoria de imprensa da federação.

O Sindipar, com quem o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e região (Sindesc) negocia a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), solicitou a garantia de 100% dos funcionários de UTI e 80% nos setores de urgência e emergência.

A Femipa ainda comunicou que os hospitais filantrópicos não reúnem condições de fornecer o reajuste solicitado pela categoria. Segundo o presidente da entidade, Flaviano Feu Ventorim, esses hospitais, além de sofrerem com a atual crise do país, ainda convivem com a defasagem da tabela de pagamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) e com a irregularidade nos repasses.