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Grupo ‘1mprudentes’ se defende e diz que não cometeu crimes

O vídeo divulgado nas redes sociais rendeu muita polêmica e causou transtornos aos jovens que fazem parte do grupo ‘1mprudentes’. Eles ganharam fama com vídeos em que fazem acrobacias arriscadas em cima de prédios na área central de Ponta Grossa. Para eles, a altura é apenas um ingrediente a mais para acrescentar adrenalina às manobras.

Eles têm entre 18 e 20 anos e todos estudam e trabalham na cidade. João Pedro, Bruno, Alan, Marlon e William se conheceram praticando acrobacias nas barras de ferro que ficam no Parque Ambiental. Há pouco mais de um mês, eles deram início ao grupo e, cinco vezes por semana, se reúnem no mesmo lugar para desafiar os limites do próprio corpo. Eles se inspiraram em esportes russo e ucranianos para trazer a prática para Ponta Grossa.

O grupo teve a ideia do nome depois de uma reportagem em que foram chamados de imprudentes pelas manobras arriscadas. Eles foram chamados de drogados e delinquentes, mas esclarecem que só conseguem fazer o que se propõem porque são bastante treinados. “A gente não é delinquente, a gente treina. Nenhum de nós bebe ou fuma, a gente só treina, estuda e trabalha”, esclarece João Pedro.

Para eles, o medo que algo errado aconteça não é problema. Nenhum dos integrantes do grupo pensa em parar de fazer as acrobacias. “O gosto pelo esporte supera o medo”, conta Marlon, que completa dizendo que alguns familiares não gostam de vê-los praticando. “Eles acham legal esse esporte, mas não gostam que a gente faça, acho que nenhum pai vai autorizar porque é um risco”.

João Pedro Nunes, pai de João, acompanha os treinamentos de perto e apoia o grupo. “Não foi simplesmente da noite para o dia que ele olhou para um prédio e disse ‘vou subir lá e vou me pendurar num guindaste’. Ele desde criança sempre praticou esporte, adora fazer acrobacia, sempre fez, desde pequeno. Apoio porque conheço a capacidade que ele tem fazer isso”, explica.

Os 1mprudentes são investigados pela polícia pelos crimes de invasão de propriedade e incitação ao crime. Porém, eles discordam de tudo isso. “Jamais imaginávamos que isso ia se tornar caso de polícia. A gente até concorda com o caso de invasão de propriedade, só que a gente não concorda com a incitação ao crime, não vejo como incitação porque a gente está lá em cima mostrando o nosso trabalho”, conclui João Pedro.