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Heineken inaugura obras e amplia produção de cervejas

Além de produzir Heineken, Sol, Desperados e Amstel, produção foi ampliada para 4,6 milhões de hectolitros (Foto: Orlando Kissner/ANPr) - Heineken inaugura obras e amplia produção de cervejas
Além de produzir Heineken, Sol, Desperados e Amstel, produção foi ampliada para 4,6 milhões de hectolitros (Foto: Orlando Kissner/ANPr)

Em solenidade realizada nesta quarta-feira (3), a Heineken inaugurou a ampliação de sua fábrica de cerveja em Ponta Grossa. O investimento, apoiado pelo programa de incentivos Paraná Competitivo, é de R$ 241 milhões e gera 85 empregos diretos. Até 2022, os recursos vão somar R$ 414 milhões.

A reinauguração da fábrica também marca a comemoração dos 20 anos da fábrica da Kaiser na cidade. A Heineken, de origem holandesa, está no Brasil desde 2010, quando adquiriu a cervejaria Kaiser, que pertencia ao grupo Femsa. A Heineken aumentou em mais de 40% a capacidade produtiva em Ponta Grossa, tornando a unidade a 12ª maior fábrica do grupo no mundo e responsável por 32% da produção no Brasil. As obras geraram 1,7 mil empregos temporários. A área construída da unidade passou de 53 mil para 74 mil metros quadrados.

Todas as áreas da cervejaria passaram por mudanças. A fábrica terá capacidade instalada de 4,6 milhões de hectolitros/ano e aumentará sua gama de produtos passando a produzir as marcas Heineken, Sol, Desperados e Amstel.

Apoio

Didier Debrosse, presidente da Heineken Brasil, disse que o investimento na planta faz parte da estratégia da companhia para aumentar sua presença no país e sua competitividade no mercado premium, além de continuar ativa no mercado mainstream.

“Nossa meta é produzir todas as marcas da empresa nessa unidade de Ponta Grossa”, afirmou.

O presidente afirma que houve o estudo para escolher quais das seis unidades da Heineken no Brasil seria ampliada. “Temos uma forte posição no sul. Escolhemos a unidade de Ponta Grossa porque ela é estratégica e muito importante para nossa marca”, avaliou. Ele destacou a boa infraestrutura viária da região e o apoio do governo estadual e municipal. “Esse investimento só foi possível porque tivemos apoio do Estado e da municipalidade. Essa fábrica terá desempenho igual as melhores fábricas da marca no mundo”, afirmou.

Apesar da crise nacional, Didier Debrosse afirmou que a cervejeira acredita na recuperação econômica do Brasil. “Acreditamos no potencial do Brasil. Um futuro promissor a longo prazo”, afirmou. O Brasil já é o terceiro maior mercado para a Heineken no mundo. “Globalmente, somos o primeiro país em contribuição de volume para a marca Heineken, o segundo maior país no ranking da marca Sol Premium e nos tornamos o mercado que mais contribui com volume adicional de Amstel”, informou.

Projetos

A Heineken é a terceira maior cervejaria do mundo e a terceira maior do País, atrás da Ambev e do grupo Petrópolis. A empresa tem capacidade para produzir 19 milhões de hectolitros por ano e os planos é alcançar 25 milhões de hectolitros por ano até 2018, com a expansão da fábrica de Ponta Grossa e da construção de uma unidade em Goiás. Além da fábrica no Paraná, a empresa possui unidades de produção em Gravataí (RS), Paraçatuba (CE), Jacareí e Araraquara (SP) e Itumbiara (GO), que está em construção.

Investimentos nos Campos Gerais somam R$ 10,7 bilhões

O investimento da Heineken consolida a temporada de grandes empreendimentos nos Campos Gerais, atraídos pelas vantagens comparativas da região em termos de localização e mão de obra, e pelo programa de incentivos Paraná Competitivo. Os investimentos enquadrados no programa, desde 2011, somam R$ 10,7 bilhões, de acordo com levantamento da Agência Paraná de Desenvolvimento (APD). O volume inclui o projeto Puma, da Klabin, com investimento de R$ 8,5 bilhões em Ortigueira – o maior da história do Estado. Entre construção de novas fábricas e ampliações de instalações, os projetos devem gerar 15 mil empregos.

Para o presidente da APD, Adalberto Netto, o investimento da cervejeira é uma demonstração que, mesmo com a crise, o setor produtivo acredita no Paraná. Ele lembrou que houve uma queda de investimentos diretos no Brasil, da ordem de 40% no último ano. Neste cenário, o Paraná é um dos poucos estados que não só mantém, mas também expande os investimentos. “Isso é muito especial e não é por acaso, pois temos uma combinação de governo trabalhando com a iniciativa privada, o que dá condições para os empreendimentos serem competitivos”, disse ele. Nos últimos cinco anos e meio, afirmou o presidente da APD, foram atraídos ao Estado mais de R$ 50 bilhões, uma marca que é destaque no Brasil e na América Latina. “Recebemos cerca de cinco missões internacionais por semana para conhecer o Paraná. Volume equivalente ao estado de São Paulo, que é maior que o Paraná”, afirmou.

Colaboração Agência Estadual de Notícias.