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Homem é preso por furto qualificado e fraude

Homem é preso por furto qualificado e fraude

Um rapaz de 25 anos, identificado como Willian Carlos Santos Ferreira, foi preso em flagrante por policiais da Delegacia de Furtos e Roubos, sob a acusação de ter cometido crime de furto qualificado mediante fraude. O caso foi revelado nesta manhã (2), em coletiva à imprensa. De acordo com a polícia, “Ferreira é acusado de integrar uma quadrilha que vinha gerando prejuízos a instituições financeiras”.

Conforme o delegado Matheus Laiola, o golpe todo ocorria de forma online. “Eles faziam empréstimos online, sem o conhecimento dos bancos, usando nomes de empresas”, disse. “Com o empréstimo aprovado, eles transferiam os valores para contas de seis pessoas, entre elas, a deste rapaz que foi preso em Quatro Barras”.

O delegado explicou que a polícia recebeu uma denúncia e passou a monitorar o caso. Na tarde de quarta-feira (1), o suspeito foi até a agência bancária de Quatro Barras e sacou R$ 50 mil. “Quando ele saiu da agência, nós o abordamos”.

À polícia, o rapaz afirmou que não faz parte de quadrilha nenhuma, e que apenas recebeu uma proposta que resultaria em dinheiro fácil para ele. “Ele disse no depoimento que recebeu uma ligação de um preso, propondo que ele emprestasse a conta bancária para recebimento de R$ 50 mil e que ele receberia R$ 10 mil por isso”.

A polícia, no entanto, não acredita nesta versão. “As investigações seguem e agora vamos contar com o apoio do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber). Os outros investigados são do Rio de Janeiro e de Minas Gerais”.

O total do empréstimo, feito pelo grupo, de acordo com a polícia, foi de R$ 250 mil, sendo que R$ 50 mil foram depositados na conta de Ferreira e o restante dividido entre outras cinco contas. Para conseguir o montante, o grupo usou o nome de uma empresa de autopeças do Rio de Janeiro, que, segundo a polícia não tinha conhecimento da situação.


Primeira vez

Também para a imprensa, Ferreira negou integrar uma quadrilha. Em entrevista ele disse que “não é ninguém”. O delegado revelou que o acusado não tinha passagens pelo setor policial e que esta havia sido a primeira vez que ele usava a aquela conta para receber dinheiro, uma vez que as contas eram usadas apenas uma única vez”.

Colaboração Paula Caroline Schreiber