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IAP recebe respostas sobre buscas de petróleo no Norte do Paraná

(foto: Divulgação) - IAP recebe respostas sobre buscas de petróleo na região
(foto: Divulgação)

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) recebeu na semana passada respostas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) sobre pesquisas sísmicas realizadas nos municípios de Carlópolis, Santana do Itararé e Ribeirão Claro, no norte pioneiro do Estado. O órgão ambiental enviou um ofício no início do mês aos entes federais solicitando informações atendendo as demandas da população a região com as notícias da pesquisa realizada.

Em resposta ao ofício encaminhado pelo presidente do IAP, a ANP informou que a movimentação na região é uma pesquisa sísmica na Bacia Sedimentar do Paraná contratada pela Agência e que faz parte de um projeto estratégico do Governo Federal, que visa o conhecimento geológico dessa bacia. O projeto é financiado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (PAC).

Os estudos realizados têm o objetivo de coletar informações, ao longo das estradas e rodovias do Paraná e São Paulo, com caminhões vibradores. Esses caminhões emitem vibrações que atravessam rochas até chegar no subsolo, são refletidas e retornam à superfície, onde são registradas em equipamentos específicos para a gerar imagens do subsolo, podendo identificar e rastrear diferentes camadas rochosas.

De acordo com ofício, “a técnica não guarda nenhuma relação com fraturamento hidráulico (‘fraking’) ou com recursos não convencionais (‘gás de xisto’). Trata-se de técnica utilizada exclusivamente para gerar imagens do subsolo”.

Segundo a ANP, as pesquisas não prejudicam o meio ambiente e a mesma foi autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão federal responsável pelo licenciamento ambiental das atividades de exploração e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos.

“A empresa contratada pela ANP, Global Serviços Geofísicos Ltda., formulou consulta ao Ibama, que se manifestou pela inexigibilidade de licenciamento ambiental, pois os trabalhos do levantamento geofísico não iriam realizar supressão da vegetação, além do método de coleta não ser destrutivo, ou seja, sem a utilização de explosivos”, afirmou a ANP.

Ao mesmo tempo a agência nacional informou ao IAP que a empresa contratada também obteve autorizações especiais de trânsito expedidas pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER), nos estados do Paraná e São Paulo, e também do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), para as estradas federais.

A agência também se colocou a disposição para realizar apresentações técnicas sobre a pesquisa realizada com o IAP, mediante agendamento.