24°
Máx
17°
Min

Iapar mostra raça Purunã na ExpoLondrina

(Foto: Iapar/Divulgação) - Iapar mostra raça Purunã na ExpoLondrina
(Foto: Iapar/Divulgação)

Uma das principais atrações do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) na ExpoLondrina é a apresentação de um lote de bovinos Purunã. A raça vem ganhando notoriedade entre os pecuaristas e já ultrapassou as fronteiras do Paraná, com criadores no Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Rondônia e até no Amazonas.

Genuinamente paranaense, Purunã é resultado de mais de 30 anos de estudos e cruzamentos envolvendo as raças Charolês, Aberdeen Angus, Caracu e Canchim, realizados na Estação Experimental Fazenda-Modelo, mantida pelo Iapar em Ponta Grossa.

É a primeira raça para corte desenvolvida no Estado e, também, a única criada por um centro estadual de pesquisa no Brasil. O nome é uma homenagem à Serra do Purunã, que separa o primeiro e o segundo planaltos do Paraná. 

Qualidades

De acordo com o pesquisador José Luiz Moletta, Purunã agrega os atributos economicamente relevantes de cada raça formadora. Charolês contribuiu com a velocidade de ganho de peso, grande rendimento de carcaça e elevado porcentual de carnes nobres. Angus conferiu precocidade, tamanho adulto moderado e temperamento dócil, além de carne macia e com alta qualidade de marmoreio. Já as raças Caracu e Canchim transmitiram rusticidade, tolerância ao calor e resistência aos parasitas.

As vacas Purunã se destacam também pela habilidade materna e boa produção de leite, características herdadas de Caracu e Angus.

Além do bom acabamento da carcaça, Moletta destaca que os animais Purunã vêm se destacando pela precocidade sexual. “Novilhas e tourinhos criados em sistema extensivo com suplementação estão chegando à idade reprodutiva em torno de 14 a 15 meses”, explica o pesquisador. Como característica favorável da nova raça, ele também cita o bom desempenho dos touros em regiões de clima mais quente.

Segundo os pesquisadores que vêm trabalhando no desenvolvimento da raça, Purunã pode ser adotada tanto para criação exclusiva quanto em cruzamentos com vacas Nelore e aneloradas, visando terminação.

Em 2012, o Ministério de Agricultura autorizou o Iapar a emitir o Certificado Especial de Identificação e Produção (Ceip) do Purunã, documento que permite sua apresentação e comercialização em todo o Brasil. O registro definitivo da nova está em fase final de tramitação no Ministério da Agricultura. 

Projeto

O trabalho de formação da raça Purunã começou no início da década de 1980. Os pesquisadores constataram que na luta para aumentar o rendimento dos rebanhos – com uso de inseminação artificial, seleção genética e cruzamentos industriais – os criadores encontravam dificuldades na condução de acasalamentos, desconsiderando parâmetros genéticos cruciais para obter o máximo que cada uma das raças envolvidas pode oferecer.

Para resolver o problema, os profissionais do Iapar propuseram entregar aos pecuaristas um composto – também chamado de bovino sintético, pois é obtido pelo cruzamento sucessivo e controlado de diferentes raças – já pronto, formado a partir das raças Charolês, Aberdeen Angus, Caracu e Canchim.

(com assessoria de imprensa do Iapar)