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Impasse em invasão de fazenda já dura um mês

O campo que tinha poucos barracos agora já está com cara de assentamento. De longe dá para notar a quantidade de casas levantadas. Na estrada que dá acesso a fazenda a movimentação era intensa, de longe a nossa equipe era monitorada, alguns integrantes do movimento. Eles conversaram com a reportagem e um deles deu uma declaração um tanto polêmica.

“Essa fazenda é nossa”, diz o integrante do MST

E a impressão é essa mesma, de que ninguém pretende deixar o local. No dia 18 de março cerca de 5 mil pessoas, divididas em 2.200 famílias de integrantes do MST invadiram a fazenda Santa Maria.

Dois dias após a ocupação um juiz determinou a reintegração de posse, os integrantes do movimento dos sem-terra tinham o prazo de 48 horas para deixar o local, desde então já se passou um mês e até agora nada.

O juiz não quis se manifestar sobre o não cumprimento da ordem. A secretaria de Segurança Pública informou em nota que não há uma data prevista para cumprir a reintegração, o planejamento e a data tramitam internamente por motivos de segurança.

As lideranças do movimento dos sem-terra preferiram não gravar entrevista. Em nota justificaram a invasão porque alegam que um dos proprietários da fazenda, Sérgio Luiz Cabral de Oliveira Machado seria investigado na operação lava jato, os advogados da família desmentiram a informação, o verdadeiro investigado é José Sérgio de Oliveira Machado, ex-presidente da Transpetro que prestava serviços à Petrobrás.

A fazendo tem pouco mais de 1750 hectares e desses 400 estão cultivados com milho, os proprietários temem perder a produção.

Colaboração: Vinícius Machado / Rede Massa