22°
Máx
16°
Min

Impasse entre servidores e prefeitura continua em Araucária

(Foto: Divulgação / Sifar) - Impasse entre servidores e prefeitura continua em Araucária
(Foto: Divulgação / Sifar)

A reunião que estava marcada para a tarde desta quarta-feira (18) entre os servidores e a Prefeitura de Araucária foi cancelada e inflamou ainda mais o impasse na negociação. A administração municipal, que desmarcou o encontro, argumenta que o cancelamento foi gerado pelo aviso de greve na próxima sexta-feira (20) protocolado pelos trabalhadores ontem (17). O sindicato da categoria nega a afirmação.

“O comunicado encerra qualquer possibilidade de negociação a partir do momento que o município recebe o aviso de greve antecipado, sem conversa com as entidades sindicais”, afirmou o secretário municipal de Comunicação Social, Pedro Rodrigues Neto, que ocupa o cargo interinamente.

O secretário ressaltou ainda que o reajuste de 3% nos salários já será aplicado no mês de junho. A proposta foi encaminhada para aprovação na Câmara do município. “O reajuste já está aplicado. O município não tem condições de arcar com outras exigências, por conta da arrecadação e da Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou Rodrigues Neto.

Representantes do Sindicato dos Funcionários e/ou Servidores Públicos de Araucária (Sifar) negaram que a entidade protocolou um aviso de greve marcado para a próxima sexta-feira. De acordo com a assessoria de imprensa, foi protocolado apenas um ofício informando que, caso a negociação que estava marcada para esta quarta-feira não fosse realizada ou a prefeitura não apresentasse uma nova proposta, os servidores poderiam entrar em greve.

Nesta final da tarde desta quarta, os trabalhadores realizaram uma assembleia e decidiram que a comissão de negociação da categoria permaneceria na prefeitura até que a reunião acontecesse. De acordo com o Executivo, não será feita nenhuma tentativa de retirar os trabalhadores do local, que podem passar toda a noite no prédio. "A gente até perguntou se eles não queriam ir comprar água e comida antes de fechar, afirmou o secretário. No entanto, ele ressaltou que a prefeitura vai recorrer à Justiça. "Vamos consultar se há legalidade nesse tipo de manifestação. Se a justiça afirmar que é legal, ok. Se não, a justiça que determine a atitude a ser tomada", afirmou.  

A categoria rejeitou o anúncio de 3% de reajuste e afirma ainda que não houve uma apresentação formal da proposta. Uma nova assembleia foi marcada para às 17h desta quinta-feira (19), para que os servidores avaliem se a negociação avançou e a ocupação. Além disso, não está descartada a hipótese de um nova greve a partir da próxima sexta-feira ( 20).

Confira o suposto comunicado de greve enviado pelo Sindicato à prefeitura do município: