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Infestação de dengue cai 75% em Londrina; área do Zerão preocupa

(foto: N.Com/Divulgação) - Infestação de dengue cai 75% em Londrina; área do Zerão preocupa
(foto: N.Com/Divulgação)

A Secretaria Municipal de Saúde divulgou o resultado do 2º Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) em Londrina. De acordo com os dados, houve uma redução de 75% no índice em comparação com o último levantamento realizado este ano. Em 2% dos imóveis da cidade foram encontrados focos do mosquito transmissor da dengue, do vírus Zika e da Febre Chikungunya, o que significa que o Município está em situação de alerta, segundo o Ministério da Saúde.

“Finalmente, em relação ao Aedes aegypti, temos uma notícia muito boa. Nós conseguimos reduzir o índice de infestação para 2%. Esse é um saldo bastante positivo no processo de enfrentamento ao Aedes, mas ainda estamos em um mês difícil, que é abril. Significa que não podemos nos acomodar. Porém, o resultado prova que, desde que haja engajamento das pessoas, é possível fazer um enfrentamento do mosquito”, explicou o secretário de Saúde, Gilberto Martin.

Índices por região

Entre os 9 mil locais vistoriados, a região que apresentou o maior índice de infestação foi a central, com 2,72%, principalmente na área de Lazer Luigi Borghesi (Zerão, onde 11% dos imóveis têm focos do Aedes aegypti). Em seguida, está a região sul, com 2,58%. De acordo com Martin, a sublocalidade do Ginásio de Esportes Moringão pede cuidados da população, pois o índice chegou a 12,9%.

Já a região leste obteve um percentual de 2,43% das casas vistoriadas. Na região, a Chácara Eucaliptos concentrou o maior índice entre todos os bairros de Londrina, registrando em 21,05% dos domicílios focos do mosquito. A região oeste obteve 1,74% de infestação, sendo o Jardim Santa Rita o mais infestado (11,11%) e a norte 1,48%, tendo o bairro Planalto obtido o maior índice com 6,23%.

Locais dos focos

A maioria dos focos (36,4%) está nos chamados depósitos móveis, que são vasos de plantas, pratos e bebedouros de animais, e no lixo doméstico descartado de forma errada (26,4%). Segundo Martin, o ranking dos criadouros do mosquito ficou da seguinte forma: em 1º lugar estão os vasos de plantas, em 2º os ralos; 3º bebedouros de animais; 4º recipientes plásticos; 5º lonas; 6º latas; 7º pneus; 8º vasos sanitários em desuso; 9º plásticos em geral; e em 10º estão as caixas de água, baldes, cascas de ovos, entre outros.

Em comparação com o 1º LIRAa de 2016, em que o índice foi de 8%, houve uma inversão, pois 40,4% dos focos estavam no lixo doméstico (recipientes plásticos, garrafas e latas) e 30% nos depósitos móveis. Os vilões do combate à dengue continuam sendo os mesmos.

“O problema do lixo, que as pessoas acabam jogando no chão, é um grande dificultador. Há a necessidade de mudar o hábito, a cultura que se tem em relação ao lixo com medidas simples, por exemplo, se eu estou no carro não devo jogar latas pela janela ou se estou chupando uma bala, devo guardar o papel no bolso até chegar em casa. Continua valendo as três regras que são: remover todos os criadouros, colocá-los no saco plástico para o caminhão levar e cada um fazer o que depende, exclusivamente, de nós”, enfatizou o secretário de Saúde.

Dengue em números

Desde o início deste ano até o momento, a Secretaria de Saúde recebeu 9.252 notificações com suspeitas de dengue. Destas, 2.507 casos foram confirmados e 2.277 descartaram a doença. Outros 4.468 pacientes aguardam os resultados dos exames laboratoriais.

Quanto ao vírus Zika, 67 casos foram notificados com suspeita da doença, mas apenas nove foram confirmados e outros 39 aguardam o exames. Já com relação à Febre Chikungunya, nove casos foram notificados, mas apenas um caso importado foi confirmado.

(com informações do Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina)