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Inquérito de 1992 está entre documentos apreendidos no Instituto de Criminalística de Londrina

(foto: Odair José/Rede Massa) - Inquérito de 1992 está entre documentos apreendidos no ICL
(foto: Odair José/Rede Massa)

O Ministério Público segue analisando os documentos apreendidos na sala do Instituto de Criminalística de Londrina em operação realizada na última sexta-feira (5). Dos 23 malotes recolhidos na sala pertencente ao diretor-geral do Instituto Daniel Felipetto, 20 já foram analisados, incluindo 15 aparelhos, entre HDs e notebooks, 19 armas, munições deflagradas e uma série de papéis.

Dois deles chamaram a atenção dos promotores: um inquérito da 2ª Vara Criminal datado de 1992 que incluia a uma perícia grafotécnica pedida a Felipetto datada de 2002, e um exame pericial de um gravador da cidade de São carlos do Ivaí, de 2006.

(foto: Odair José/Rede Massa)(foto: Odair José/Rede Massa)

Para a promotora Cláudia Piovezan, estes documentos nem deveriam estar ali, já que o inquérito só deve tramitar na delegacia, promotoria de Justiça ou na vara criminal.

O Ministério Público investiga se Felipetto estaria engavetando perícias para beneficiar partes envolvidas, o que caracterizaria crime de improbidade administrativa.

Vários objetos não periciados foram encontrados na sala, e gravações telefônicas que envolvem o diretor bateriam com estes objetos.

O inquérito instaurado pela promotoria também vai investigar se Felipetto estaria usando a sala no Instituto de Criminalística para realização de serviços particulares.

(colaborou Odair José/Rede Massa)