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Itaipu reabre o vertedouro por excesso de chuvas

Após 50 dias, a usina de Itaipu voltou a abrir o vertedouro na manhã deste domingo (22). O vertimento, de forma intermitente, deve continuar pelo menos até o fim de semana.

A última abertura havia sido registrada em 3 de julho. A medida foi adotada para escoamento do excedente de água, provocado pelo excesso de chuvas na região que abastece o reservatório (bacia incremental).

Há muito tempo não chovia tão intensamente na fronteira do Brasil com o Paraguai. Entre quinta-feira e domingo (18 a 21), choveu 93 milímetros (mm) na área do reservatório e 100 milímetros sobre a a bacia. Este é o mês de agosto mais chuvoso desde 2011.

Em 22 dias, só o serviço de Hidrologia de Itaipu registrou 91 mm de chuvas acumuladas em sua estação meteorológica, localizada no aeroporto da usina, em Hernandárias, no lado paraguaio da binacional. Apenas entre quinta a domingo (18 a 21) foram 65 mm.

Apesar do grande volume de precipitação, a situação é normal, sem riscos de enchentes locais, por enquanto.

Vertedouro

Nesta terça-feira (23), o vertimento na calha direita era de 724 metros cúbicos de água por segundo (m³/s), o equivalente à metade da vazão média das Cataratas do Iguaçu, que varia entre 1.200 m³/s e 1.500 m³/s.

A tendência é que o volume de água suba gradativamente, atingindo um pico de até 3.000 m³/s (ou três milhões de litros de água por segundo) durante a madrugada desta quarta-feira (24). Durante o dia, o escoamento deve se manter em torno de 1.400 m³/s.

De quinta a domingo, quem passar pela usina poderá encontrar o vertedouro aberto, em alguns períodos (para informações turísticas, acesse www.turismoitaipu.com.br).

Mesmo escoando o excedente de água, a geração de energia prossegue em alta em Itaipu. Nesta terça-feira, a usina já havia produzido quase 18% a mais em relação ao mesmo período de 2015. Neste ano, a binacional já gerou um total de 66.543.812 megawatts-hora (MWh), ante 56.440.054 MWh, entre 1º de janeiro e 23 de agosto de 2015. Nunca a meta dos 100 milhões de MWh anual esteve tão próxima de ser atingida como agora em 2016.

Colaboração: Assessoria