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Judiciário e PM divergem sobre audiências de custódia em Maringá

Passados seis meses da implantação das audiências de custódia em Maringá, o Judiciário e a Polícia Militar discordam sobre a iniciativa. Entre novembro de 2015 e maio deste ano, foram 541 prisões em flagrante com os detidos encaminhados para análise de um juiz. Desses, 296 foram colocados em liberdade para responder pelo crime e 245 tiveram a prisão preventiva decretada.

O presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Paulo Vasconcelos, explica que as audiências não debatem o mérito do crime, ou seja, a autoria, mas a periculosidade do detido para saber se ele pode voltar às ruas. Segundo ele, a política impede a piora da superlotação nas cadeias e do número de processos de indiciados presos, que têm prioridade.

Já para o 4º Batalhão da Polícia Militar, as audiências têm contribuído para o aumento do número de crimes, soltando pessoas perigosas. No caso dos furtos, dos 112 encaminhados ao juiz, 45% foram liberados. Em relação aos roubos, dos 74, 19% voltaram para as ruas.

Confira a matéria veiculada na Rede Massa/TV Tibagi.