24°
Máx
17°
Min

Juiz mantém prisão de homem que assediou criança no WhatsApp em Londrina

(foto: Rodrigo Marques/Rede Massa) - Juiz mantém prisão de homem que assediou criança no WhatsApp
(foto: Rodrigo Marques/Rede Massa)

Em audiência de custódia realizada na manhã desta sexta-feira (11) no Fórum de Londrina, foi determinada a manutenção da prisão do homem de 25 anos espancado depois de assediar sexualmente uma criança de 12 anos.

Com a decisão, Ederson Reis dos Santos segue preso na Casa de Custódia e vai responder pelos crimes de aliciamento de criança (pena de um a três anos de prisão) e tentativa de exploração sexual de vulnerável (quatro a dez anos de prisão).

Relembre o caso

Ederson usou o WhatsApp para convencer uma criança de apenas 12 anos a marcar um encontro com ele. O rapaz só não esperava que o irmão da criança pegasse o celular dela e continuasse a conversa. Frases de cunho sexual e até imagens da genitália foram enviadas.

 As conversas haviam começado na tarde de terça-feira (19), e o rapaz disse ter encontrado o telefone da menina em um grupo de WhatsApp.

Se passando pela criança, o irmão marcou o encontro em uma praça do jardim Bandeirantes. Quando Ederson chegou ao local, foi agredido a pauladas, socos e pontapés por várias pessoas que o aguardavam.

Ele foi encaminhado ao Hospital Universitário, onde ficou escoltado por policiais, e recebeu alta na manhã seguinte, sendo preso por se tratar de crime inafiançável.

A delegada do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), Lívia Pini, informou que a agressão ao rapaz, feita pelo irmão da vítima e por outras pessoas em uma praça do jardim Bandeirantes, na zona oeste da cidade, também será investigada.

Audiências de custódia

O serviço de audiências de custódia foi implantado em Londrina no final de setembro do ano passado. Em dez meses, foram realizadas mais de mil audiências.

Em média, metade tem ficado já em reclusão e a outra metade liberada para responder em liberdade mediante critérios como antecedentes, fato de ser réu primário,entre outros.