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Juiz Sérgio Moro participa de fórum que discute medidas de combate a corrupção

O juiz federal Sérgio Moro encerra o 2º Fórum Transparência e Competitividade Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil/Fotos Públicas) - Juiz Sérgio Moro participa de fórum que discute medidas de combate a corrupção
O juiz federal Sérgio Moro encerra o 2º Fórum Transparência e Competitividade Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil/Fotos Públicas)

Quais medidas são as mais eficazes para se combater a corrupção dentro das empresas? Qual o novo cenário – e mudanças – que a Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013) trouxe ao país? Essas são algumas questões que serão debatidas no 2º Fórum Transparência e Competitividade, que acontece no dia 10 de março, promovido pelo Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e pelo Centro Internacional de Atores Locais para a América Latina (CIFAL) Curitiba. Entre os palestrantes convidados, estão o jornalista William Waack e o juiz federal Sergio Moro, que encerra o evento, com a palestra “Corrupção, empresas e controle”. As inscrições já estão esgotadas.

Para o presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo, o combate à corrupção não se restringe a uma maior fiscalização e transparência nas ações do poder público. Ele exige que as empresas também tenham uma postura ética em seus negócios e implantem sistemas internos para identificar e combater eventuais práticas corruptas. “Contribuir com esse processo é uma prioridade para o Sistema Fiep e, por isso, pela segunda vez promovemos o Fórum Transparência e Competitividade, em parceria com o Cifal Curitiba”, diz.

Setor privado

Com foco no empresariado, a programação foi pensada justamente para debater e elucidar o setor privado sobre quais ferramentas e ações são mais eficientes no combate ao problema dentro das empresas, sobretudo, depois da Lei Anticorrupção ser sancionada em 2013. Com esse novo cenário criado no Brasil, passou a ser uma necessidade para as companhias ficarem atentas para minimizar os riscos de gestão, já que a Lei determina que empresas de todos os portes tenham processos de ética definidos, e sejam punidas caso se envolvam em atos de corrupção contra a administração pública. Se condenadas, essas empresas podem pagar multa de até 20% do faturamento.

Campagnolo afirma que esse é um passo importante para que o Brasil melhore seu ambiente de negócios. 

“Inúmeros estudos internacionais mostram que quanto menos corrupto é um país, mais elevados são seus indicadores de desenvolvimento econômico e social”, declara. 

Como exemplo, ele compara os resultados do Índice de Percepção da Corrupção, pesquisa realizada pela Transparência Internacional em 168 países, com os dados do Relatório Global de Competitividade, do Fórum Econômico Mundial, que analisa o ambiente de negócios em 140 nações. “O Brasil hoje é apenas o 75º país mais competitivo do mundo e é considerado o 76º mais corrupto. Ao mesmo tempo, países com baixos índices de corrupção, como Suíça, Cingapura, Alemanha e Holanda, entre outros, estão no topo do ranking da competitividade”, explica Campagnolo.

Entre os palestrantes, está o responsável pela Operação Lava Jato, o juiz federal Sergio Moro que encerra o 2º Fórum Transparência e Competitividade, às 19 horas, com o tema “Corrupção, empresas e controle”. Por liderar um novo precedente no país e gerar reflexão sobre a responsabilização dos gestores, os participantes poderão ver qual é a visão do poder judiciário em relação ao tema, e o que Moro sugere para os empresários como ferramenta de controle.

O 2º Fórum Transparência e Competitividade tem o apoio da Unitar (United Nations Institute for Training and Research), Transparência Internacional, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Observatório Social do Brasil, ABIMCI, Instituto dos Advogados do Paraná (IAP), SIGEP, ABRIGRAF-PR e da OAB Paraná.

Programação

  • 13h – Credenciamento
  • 14h – Início do Fórum
  • 15h – A conjuntura e a corrupção no Brasil: quais são os  impactos na competitividade das empresas? Palestra com o jornalista William Waack.
  • 16h – A gestão organizacional em face da corrupção. Paulo Stark, CEO da Siemens do Brasil, André Gustavo de Oliveira, presidente da Rede Brasileira do Pacto Global e Diretor jurídico, de impostos e seguros do Grupo Basf para a América Latina, e Jafte Carneiro, Diretor Jurídico da Neodent. Com a participação de William Waack.
  • 17h – O sistema anticorrupção e a responsabilidade das  empresas e gestores. Edson Vidal Pinto, desembargador, Levi Ceregato, presidente da ABIGRAF, José Lucio Glomb, presidente do IAP e Modesto Carvalhosa, professor da USP.
  • 18h – Intervalo
  • 19h – Corrupção, empresas e controle. Palestra com o juiz federal Sergio Moro.

Serviço

2º Fórum Transparência e Competitividade. Dia 10 de março, das 14h às 20 horas. Campus da Indústria do Sistema Fiep, Av. Comendador Franco, 1.341 – Jardim Botânico. Informações: www.corrupcaocustacaro.org.br. As inscrições estão esgotadas.

Informações Sistema Fiep