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Justiça condena sete pessoas por esquema de fraude na Operação Voldemort

(foto: Rede Massa/Arquivo) - Operação Voldemort: Justiça condena sete pessoas por esquema de fraude
(foto: Rede Massa/Arquivo)

O juiz da 3ª Vara Criminal da Comarca de Londrina, Juliano Nanuncio, publicou nesta segunda-feira (29) a sentença do caso referente à Operação Voldemort, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em 17 de março de 2015.

Sete pessoas foram condenadas por crimes como formação de organização criminosa, falsidade ideológica e fraude à licitação.

Segundo apuração do Ministério Público, um esquema comandado pelo empresário Luiz Abi Antoun desviou recursos públicos ao fraudar licitações de manutenção de veículos oficiais do estado, principalmente viaturas da segurança pública, na região de Londrina.

A empresa Providence, em nome de Ismar Ieger, foi contratada de forma emergencial, com dispensa de licitação, no valor de R$ 1,5 milhão por um prazo de seis meses. Na época da disputa, os réus inseriram propostas de outras empresas com informações falsas para simular que a proposta da Providence seria a mais vantajosa.

Ao fim do contrato emergencial, outra empresa venceu a licitação para continuar prestando o serviço de manutenção dos veículos. Os réus, então, fizeram um acordo com a firma contratada para terceirizar o serviço, mantendo o esquema de enriquecimento ilícito.

Segundo o Gaeco, o grupo contava, ainda, com o apoio do empresário Paulo Midauar, responsável por intermediar o contato entre os denunciados e por fornecer orientação aos demais envolvidos sobre como proceder na consecução dos crimes, e do advogado José Carlos Lucca, que dava suporte jurídico e aparência de legalidade a todos os atos.

O empresário Luiz Abi Antoun foi condenado a oito anos e cinco meses de prisão pelos três crimes denunciados pelo Ministério Público.

(foto: Rede Massa/Arquivo)(foto: Rede Massa/Arquivo)

Roberto Tsuneda, sócio de Abi, foi condenado a seis anos e 15 dias de prisão. Ismar Ieger, considerado o “laranja” do esquema, com a empresa Providence em seu nome, teve pena fixada em quatro anos, seis meses e 21 dias de prisão.

O advogado José Carlos Lucca foi condenado a seis anos e 15 dias. O empresário Paulo Midauar e o ex-diretor do Departamento de Transporte (Deto), Ernani Delicato, pegaram pena de quatro anos, quatro meses e 15 dias de detenção.

 O policial militar Ricardo Baptista da Silva foi condenado a dois anos, quatro meses e 20 dias de prisão.

 Na decisão, o juiz Juliano Nanuncio informou que os presos poderão cumprir prisão em regime semiaberto. Como a decisão é em primeira instância, as defesas devem recorrer.