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Justiça decreta prisão de Beatriz Abagge

(Foto: Divulgação/sandradomingues.org) - Justiça decreta prisão de Beatriz Abagge
(Foto: Divulgação/sandradomingues.org)

A Justiça decretou a prisão de Beatriz Cordeiro Abagge, que foi condenada em maio de 2011 a 21 anos e quatro meses de prisão, em regime semiaberto, após ter sido considerada culpada da morte do menino Evandro Ramos Caetano, ocorrida em 1992, em Guaratuba, no Litoral Paranaense, em um suposto ritual de magia negra.

A decisão da Justiça, foi tomada após o reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), de que “a execução da pena de prisão pode ser cumprida após decisão de segundo grau e que isso não ofende o princípio constitucional da presunção da inocência”.

Por isso, o Ministério Público requereu, e a Justiça acatou o pedido de prisão. Segundo a Assessoria de Comunicação do MP, o mandado ainda não foi cumprido, pois a acusada não havia sido localizada.

A defesa de Beatriz recorreu da decisão do Júri que a condenou, e por este motivo, ela aguardava em liberdade.

Entenda

Beatriz foi considerada culpada pela morte do menino Evandro Ramos Caetano, que na época dos fatos tinha 6 anos. A criança desapareceu no dia 6 de abril, de 1992 e o corpo foi encontrado no dia 12 de abril, em um matagal da cidade, e sem pés, mãos, vísceras e coração. Beatriz e sua mãe, Celina Abagge foram apontada como mentoras do crime e que as partes do corpo da criança teriam sido usadas em um ritual de magia negra. Em 1998, as duas foram julgadas e absolvidas, mesmo após terem confessado o crime.

O Ministério Público recorreu e em 1999, o Júri que as absolveu foi cancelado. Em 2011, 13 anos após o primeiro julgamento, nova sessão foi marcada, ela voltou ao banco dos réus e foi condenada. A defesa de Beatriz alega que a confissão ocorreu porque ela e a mãe teriam sido torturadas. Celina Abagge não voltou a ser julgada por ter mais de 70 anos, e para ela o crime ter sido prescrito.

Outras cinco pessoas apontadas como participantes foram julgadas, sendo três condenados e dois absolvidos.