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Justiça nega pedido do MP para ampliação do HU

(Foto: UEL/Divulgação) - Justiça nega pedido do MP para ampliação do HU
(Foto: UEL/Divulgação)

O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, Marcos José Vieira, indeferiu o pedido da 24ª Promotoria de Justiça de Londrina para instaurar ação civil pública contra o Estado e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) requerendo ampliação emergencial do Pronto-Socorro do Hospital Universitário (HU), além da nomeação imediata de 92 servidores, com objetivo de reduzir a sobrecarga de trabalho no local.

No entendimento do juiz, não há “fundamentação bastante que justifique o deferimento do pedido”. Vieira reconhece que o número de enfermeiros, técnicos e médicos está longe do ideal e que o problema de superlotação seria “sensivelmente reduzido” com a ampliação.

 No entanto, aponta que justiça não pode interferir nas prioridades dos recursos enviados pelo estado. A verba para ampliação foi remanejada para reforma das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), e há dezenas de aprovados em concurso aguardando nomeação. “A correção das deficiências passa necessariamente por decisões políticas, incluindo alteração da proposta de lei orçamentária já aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná”, escreve na decisão.

Reunião

Em reunião na manhã desta terça-feira (8), a Assuel se reuniu com o promotor Paulo Tavares para discutir a situação do hospital. Segundo o diretor da Assuel, Adão Brasilino, seria necessária a contratação de pelo menos 750 servidores para cobrir a defasagem. O diretor afirmou ainda que a falta de recursos e pessoal pode resultar no fechamento de alas do hospital.