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Lavagem estéril de bolsas de sangue é 1ª patente obtida pela UEL

(foto: Fernando Frazão/Agência Brasil) - Lavagem estéril de bolsas de sangue é 1ª patente obtida pela UEL
(foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu, neste mês para a Universidade Estadual de Londrina (UEL) a patente de um processo inovador de lavagem de bolsas de sangue de forma estéril.

O Processo de Lavagem Estéril de Concentrado de Hemácias foi criado pela bioquímica Adriana Aparecida Spinosa, ligada ao Hemocentro. Toda a ação junto ao INPI foi realizada por meio da Agência de Inovação Tecnológica da UEL (Aintec).

“A ideia do processo de lavagem estéril surgiu da necessidade de resolver um problema que há muito tempo me incomodava”, conta Adriana, que viu na maioria dos serviços de hemoterapia do Brasil que o processo era realizado de maneira não estéril, ou seja, com a abertura da bolsa e com riscos de contaminação no sangue.

Segundo a bioquímica, o processo estéril tem a vantagem de reduzir o risco de contaminação bacteriana, por não haver essa abertura, além de aumentar o tempo de armazenamento do hemocomponente lavado das atuais 24 horas para pelo menos 72 horas.

“Minha expectativa com o registro da patente é de conseguir parceria com empresa da área de transfusão, para produção das bolsas necessárias para a realização do processo, isso beneficiaria muitos pacientes em todo o Brasil e seria possível realizar o sonho de ter o processo utilizado em todo país, trazendo mais segurança e agilidade na prática transfusional”, ressalta Adriana.

Lavagem de bolsas

Alguns pacientes, ao receberem um sangue doado, apresentam alergias às proteínas existentes no composto. Para resolver esse problema, é preciso lavar as bolsas de forma a retirar as proteínas. Esse procedimento é realizado de uma forma a evitar contaminações e para isso, os técnicos utilizam equipamentos adequados e um ambiente ideal.

O método desenvolvido pela bioquímica Adriana Aparecida Spinosa permite que a lavagem seja feita em qualquer bancada, apenas com um conector estéril e uma bolsa de PVC com solução salina. Dessa forma, o sangue é lavado e permanece estéril sem que haja o contato com os profissionais que farão a lavagem desse composto.

A primeira patente

Essa é a primeira patente que o INPI concede à UEL. A avaliação do processo de lavagem de bolsas de sangue durou 10 anos. Atualmente, a Universidade dispõe de 98 depósitos de patentes que estão sob análise, em diferentes áreas do conhecimento.

A viabilização do pedido de patente foi feita pelo Escritório de Propriedade Intelectual da AINTEC. O Escritório é responsável pela proteção do conhecimento e pelos registros das criações geradas pela Universidade, pelas empresas incubadas na Agência, por instituições de pesquisa, por inventores independentes e pelos pequenos negócios. Agora, a proposta é localizar uma empresa que tenha interesse em produzir o produto em escala para comercializar no mercado.

(com assessoria de imprensa)