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Levantamento mostra que Aedes Aegypti está sob controle em foz

A divisão de Vigilância Epidemiológica de Foz notificou 13.229 casos de dengue esse ano (Foto: Assessoria) - Levantamento mostra que Aedes Aegypti está sob controle
A divisão de Vigilância Epidemiológica de Foz notificou 13.229 casos de dengue esse ano (Foto: Assessoria)

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Secretaria Municipal da Saúde (SMSA) divulgou hoje os dados do LIRAa – Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti. A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 23 de julho. 

Os números mostram uma queda significativa, tanto de insetos quanto de criadouros. Em média, o Índice de Infestação Predial (IIP) foi de 0,29%. Em março, o IIP era 1,20%, e em janeiro 6,05%.

Oito bairros tiveram notificação de infestação. As regiões que ficam na entrada da cidade pela BR-277, atualmente, são as que registram maior índice. No Portal da Foz o IIP foi de 1,95%. Isso significa que de cada 100 casas vistoriadas, cerca de duas tinham larvas do mosquito Aedes aegypti. 

No bairro Três Lagoas o índice foi de 0,97%; Jardim América e Jardim São Paulo registram IIP de 0,93%; e Porto Belo, 0,76%. Curitibanos, Campos do Iguaçu e Vila Yolanda também registram índices de infestação variando entre 0,57% e 0,28%.

Pelos parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), Foz do Iguaçu mantém sob controle o Aedes aegypti. Índices abaixo de 1% são classificados com a cor amarela, e indicam baixo risco de contaminação. 

“Nesse período, em que os dias são mais frios, é comum a redução de mosquitos, mas a população precisa ficar atenta e não descuidar da limpeza de suas casas e quintais”, advertiu o coordenador de Educação do CCZ, Thiago Cavalcante. “Agora é o momento ideal para que todos façam a remoção de criadouros, ajudando a evitar uma nova epidemia”, completou.

A divisão de Vigilância Epidemiológica de Foz notificou 13.229 casos de dengue esse ano, com 6,5 mil confirmações. Foram registradas 19 mortes, sendo que 14 eram de pacientes que moravam na cidade. 

“Saímos da situação de epidemia em meados de abril, quando o número de casos começou a diminuir”, explicou a enfermeira Mara Rípoli. “Também é importante lembrar que esse ano teremos, pela primeira vez, a vacina para a dengue, mas a limpeza e remoção de criadouros deve ser uma rotina nas casas das pessoas já que o Aedes também é responsável pela chikungunya e vírus zika, e essas doenças ainda não tem imunização”, reforçou.

Colaboração: Assessoria de imprensa