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Ligação entre carteirinhas da UEPG e banco são alvo de ação judicial

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) é alvo de uma ação judicial por ter as carteirinhas de estudantes e crachás de funcionários ligados a uma instituição financeira. Os documentos mudaram de cara em 2012, depois que a UEPG firmou contrato com uma instituição financeira que atua na cidade. A parceria gerou polêmica e é alvo de processos.

O advogado Marcius Nadal Matos é membro de um instituto de defesa do consumidor e diz que a prática é abusiva. “Para você pegar sua carteira de estudante, você tem que receber uma publicidade direta, sem parar. Eles ficam insistindo para o aluno abrir uma conta, pegar um cartão de crédito. Isso é um absurdo”, protesta.

O pró-reitor da Universidade Miguel Arcanjo de Freitas Junior explica que a parceria foi firmada dentro da lei e que a intenção era trazer melhorias, principalmente aos estudantes. A licitação foi aberta em 2011, onde buscava-se parceria com uma empresa que pudesse fornecer as carteirinhas e catracas eletrônicas. “Entende-se que foi uma tentativa de evolução, tendo em vista que a carteirinha era feita no papel e aí conseguimos fornecer um crachá com melhor qualidade e dentro de uma gratuidade, tanto para os alunos quanto para os funcionários. A partir deste objetivo estabelecido, foi visto como algo positivo”, completa.

A maioria dos universitários diz usar a carteirinha apenas para fins estudantis e para benefícios garantidos por lei, como o pagamento de meia-entrada em atrações artísticas. De acordo com a direção da universidade, o contrato com o banco termina neste ano. Em 2017, os crachás dos funcionários e as carteirinhas passam a ser como antes, sem convênio algum. “O próprio aluno vai poder imprimir a sua carteirinha a partir do ‘Acadêmico Online’, que é um dos dispositivos que têm na nossa página e o aluno de posse do seu RA [Registro Acadêmico] e da sua senha, vai poder imprimir no formato que ele achar mais adequado”, explica o pró-reitor.

Os advogados à frente das ações contra a parceria pretendem levar o caso adiante. “Nós temos uma associação de defesa do consumidor e vamos partir agora para outro salto, outra perspectiva. Vamos colocar outras universidades que estão tendo esse problema”, completa.

Colaboração Priscila Koteski, da Rede Massa.