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Londrina salta para o 2º lugar em ranking nacional de saneamento

(foto: Sanepar/Divulgação) - Londrina salta para o 2º lugar em ranking nacional de saneamento
(foto: Sanepar/Divulgação)

O Instituto Trata Brasil divulgou os dados atualizados do “Ranking do Saneamento Básico nas 100 Maiores Cidades”, divulgado com base no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades.

Londrina, que já havia pulado da 13ª para a quarta posição entre 2014 e 2015, agora aparece em segundo lugar, atrás apenas de Franca, no interior de São Paulo.

Outras cidades paranaenses presentes na lista são Maringá (4º), Ponta Grossa (10º), Curitiba (11º), Cascavel (18º, Foz do Iguaçu (33º) e São José dos Pinhais (49º).

Os indicadores mostram que Londrina tem 87,44% de esgoto tratado por água consumida.

Nos últimos cinco anos, a Sanepar, responsável pelos serviços de saneamento básico na cidade, arrecadou uma média de R$ 918 milhões de arrecadação por ano, contra R$ 292 milhões de investimento.


Nacional

De acordo com os últimos dados publicados pelo Ministério das Cidades no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano base 2014, o país ainda tem mais de 35 milhões de brasileiros sem acesso aos serviços de água tratada, metade da população sem coleta de esgotos e apenas 40% dos esgotos do país são tratados. 

Nesse ano, a falta de saneamento básico não está sendo lembrada apenas pelas doenças do Aedes Aegypti, mas também pela Campanha da Fraternidade Ecumênica (CNBB e CONIC), que está discutindo os problemas de água e esgotos por todo o país.

Um dos pontos que evidencia a clara deficiência em avanços efetivos em todo o país é que as 20 melhores cidades do estudo investiram juntas em 2014 o valor de R$ 827 milhões e arrecadaram R$ 3,8 bilhões com os serviços. Já a média de investimento dos últimos cinco anos (2010 a 2014) foi de R$ 188,24 milhões (R$ 71,47 por habitante/ano). 

Já os 20 piores municípios do Ranking investiram juntos em 2014 o valor de R$ 482 milhões e arrecadaram R$ 1,9 bilhão com os serviços. Já se considerarmos a média dos últimos 5 anos, a média de investimentos foi de R$ 96,46 milhões (R$ 28,20 por habitante/ano). Isso mostra uma tendência das cidades com as maiores carências ficarem ainda mais atrasadas nesta infraestrutura mais básica.