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Maio Amarelo chamou atenção para a violência no trânsito

(Foto: João Carlos Frigério) - Maio Amarelo chamou atenção para a violência no trânsito
(Foto: João Carlos Frigério)

A campanha Maio Amarelo chega ao fim nesta terça-feira (31) após chamar atenção durante o mês para as consequências do trânsito violento. Todos os dias, milhares de pessoas se envolvem em acidentes, que em sua maioria poderiam ser evitados. A imprudência continua sendo um fator importante na causa dos acidentes e das mortes no trânsito brasileiro.

Segundo dados repassados pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, os acidentes de trânsito foram responsáveis por 43 mil pessoas em 2014 no país. Isto faz com que o Brasil fique em quatro lugar no ranking mundial de mortos em trânsito. O prejuízo anual por conta de consequências de trânsito chega a R$ 3,9 bilhões no território brasileiro.

O Maio Amarelo foi destaque de ações como a do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran), que durante todo o mês repassou informações importantes à população paranaense, como o registro de 1,3 mil atropelamentos no estado somente neste ano, a média de sete acidentes com ciclistas por dia no Paraná e como o excesso de carga em motos pode causar instabilidade aos veículos. O órgão divulgou ainda 31 vídeos, um em cada dia do mês, com um total de 2,5 milhões de visualizações. 

O Massa News também destacou informações importantes sobre o tema, durante todo o mês, para a prevenção de acidentes. Todas as matérias relacionadas com trânsito foram publicadas com o selo da campanha Maio Amarelo.

(Foto: AEN)(Foto: AEN) 

O vice-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária - instituição responsável pela campanha -, Mauro Gil Meger, afirmou que o objetivo da ação é tornar o trânsito um ambiente mais seguro e humano. “O resultado é mais do que positivo, porque se a gente consegue que as pessoas falem no seu dia a dia, no mês de maio, essa mudança de comportamento fica na cabeça delas. Trazendo gente nova para a discussão, que não é o órgão de trânsito, que é a escola, que é a empresa, isso faz com que o resultado seja muito maior. A mudança de comportamento ocorre naturalmente quanto mais a gente falar e quanto mais agente mostrar os problemas que temos no trânsito”, disse, durante apresentação sobre o Maio Amarelo na Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (30).

Atendimento

Diariamente, os hospitais especializados em trauma recebem feridos em acidentes de trânsito. Em Curitiba, os hospitais Cajuru, Evangélico e Trabalhador são os habilitados para fazer o atendimento de casos de trauma. O Siate encaminha os feridos em acidentes para estes três locais. 

“Estes hospitais estão preparados para receber os pacientes nestas condições. Não são todos que possuem no plantão médico cirurgião, ortopedista e outros profissionais habilitados para trauma. Eles que conseguirão avaliar e diagnosticar as lesões. O paciente fala em convênio e que pode ser encaminhado para outro hospital. Mas nem sempre existe esta especialização”, explica a coordenadora médica do Pronto-Socorro do Hospital Cajuru, Karina Grassi.

(Foto: João Frigério)(Foto: João Frigério) 

O atendimento de casos de trauma não é focado apenas no diagnóstico da lesão no ambiente hospitalar. A equipe médica procura informações sobre como aconteceu a colisão ou o atropelamento para poder entender a situação e conduzi-la da melhor forma possível. Os socorristas repassam dados neste sentido e os profissionais também pedem ajuda para familiares ou testemunhas do acidente. “Pode fazer diferença conhecer a posição do carro, contra o quê o carro bateu, se a pessoa estava ou não com o cinto de segurança, se o veículo tinha airbag ou se o motociclista usava capacete”, esclarece Karina. 

Muitos pacientes chegam com lesões múltiplos em decorrência das colisões. Cerca de 70% dos feridos atendidos no Cajuru se envolveram em acidentes com motocicletas. Os condutores deste tipo de veículo ficam mais expostos. “Os acidentes podem deixar sequelas graves e dificuldades permanentes. São comuns os casos de traumatismo craniano, fraturas e amputações. É necessário olhar para isto e refletir sobre as consequências dos hábitos de trânsito. Pesquisas indicam que a maior parte dos acidentes poderia ser evitado”, afirma Karina.