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Mala encontrada pela Polícia pode desmentir depoimento de Ellen

(Foto: Reprodução) - Mala encontrada pela Polícia pode desmentir depoimento de Ellen
(Foto: Reprodução)

A Polícia Civil apreendeu nesta quinta-feira (18), uma mala que pode ter sido utilizada por Ellen Federizzi para guardas as partes do corpo do marido, soldado Rodrigo Federizzi, morto por ela com um tiro na cabeça, no último dia 28 de julho.

O objeto estava em um lava car, no bairro Tatuquara. As investigações apontam que Ellen deixou o carro e a mala para serem lavados, logo após cometer o assassinato. Se for confirmado que a mala é a mesma utilizada no crime, Ellen deverá ser questionada porque mentiu, já que, em depoimento, afirmou que teria incendiado o objeto.

“Todos as pessoas do lava car que tiveram acesso ao veículo, disseram que na parte traseira do automóvel viram manchas semelhantes a sangue. Um dos funcionários do local teria perguntado sobre as manchas à Ellen, que relatou que as manchas eram de uma carne que ela teria comprado no açougue”, explicou o delegado-titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Motivação

A polícia trabalha com duas possibilidades que podem ter motivado o crime: a primeira seria um conflito do casal, onde o policial teria dito a Ellen que iria interná-la em uma clínica psiquiátrica. Já a segunda linha de investigação seria uma questão financeira.

“Rodrigo possuía várias reservas financeiras que estavam depositadas em uma conta-corrente no valor de R$ 50 mil, e esse valor desapareceu. Nós acreditamos que ao ter conhecimento do desaparecimento do dinheiro, ele teria cobrado o valor a Ellen, motivo pelo qual ela teria o assassinado”, complementa Amaro.

Até aqui, Ellen vai responder pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, mas as investigações continuam.