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Menino é contaminado pela zika em São José dos Pinhais

Laudo que comprova zika foi expedido no dia 12 de fevereiro, em Guaratuba (Foto: Divulgação) - Menino é contaminado pela zika em São José dos Pinhais
Laudo que comprova zika foi expedido no dia 12 de fevereiro, em Guaratuba (Foto: Divulgação)

Em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, o pequeno Lorenzo Minari, 3 anos, sabe muito bem como é conviver com as consequências do mal causado pelo mosquito Aedes aegypti. Antes do feriado de carnaval, alguns sintomas como febre e problemas gastrointestinais foram suficientes para desconfiar de que algo estava errado. Lorenzo apresentava dor na perna, com o olho vermelho e dor abdominal. A família em férias, em Guaratuba, no litoral do estado, não pensou duas vezes e levou o menino para atendimento no Hospital Municipal do município.  

O médico do plantão nem o examinou, lembra a mãe. Já mandou fazer o teste da dengue. Sem o resultado, o menino tomou remédio para enjoo e manteve o antitérmico. Nada mais. “Quinze dias depois recebi o laudo da Secretaria Municipal de Guaratuba confirmando o caso como sendo de zika”. Mas, diante de tanto tempo, o menino melhorou.

No entanto, a preocupação se mantém. Com o resultado, os pais procuraram outro hospital na capital. Foram orientados a repetir o exame, mas para isso precisariam pagar mais de R$ 500. O teste não estava sendo distribuído gratuitamente. Priscilla resolveu procurar a pediatra do menino antes de tomar uma atitude. Na opinião da médica, não adiantaria fazer um novo teste 15 dias depois da infecção. Outros exames mostraram que as dores abdominais que se mantiveram constantes não tinham nada a ver com problemas grastrointestinais.

Priscilla recorda que, afora uma ligação da Secretaria Municipal de São José dos Pinhais querendo saber detalhes do caso, ninguém mais a procurou da saúde pública ou orientou como será a partir de agora. “Estamos bem preocupados. Nem os médicos sabem o que acontece depois da criança ter sido infectada pelo vírus. Quais são as sequelas?” Para prevenir, a família Minari mantém telas de proteção na janela e usa, frequentemente, o repelente. “Tenho a certeza de que não foi no litoral”.