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Milton Stigler é assassinado com 16 tiros em Campo Largo

Suspeitos entraram no local e atiraram contra o comerciante (Foto: Divulgação) - Milton Stigler é assassinado com 16 tiros em Campo Largo
Suspeitos entraram no local e atiraram contra o comerciante (Foto: Divulgação)

Milton Stigler, de 58 anos foi assassinado na manhã desta quinta-feira (25) no interior de um estabelecimento comercial de sua propriedade, uma revenda de auto peças, em Campo Largo. De acordo com a polícia, homens armados invadiram o local e efetuaram vários disparos contra a vítima, que chegou a ser socorrida, mas morreu ainda no local. Pelo menos 16 tiros atingiram Stigler. A polícia relatou que os autores dos disparos fugiram em um veículo Fusion. A Polícia Civil iniciou as investigações e faz o levantamento do local do crime.

Polícia isolou o local do crime e iniciou as investigações (Foto: Divulgação/Rede Massa)

Vítima

A vítima era bastante conhecida em Curitiba e na Região Metropolitana. Em abril de 2013 Stigler foi preso durante a Operação Vortex do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Corregedoria da Polícia Civil do Paraná. Na ação foram cumpridos 18 mandados de prisão, entre eles, o de um delegado da Polícia Civil.  As investigações do caso que culminaram na operação tiveram duração de oito meses e levou o MP a apurar denúncia de corrupção na polícia e ilegalidades referentes a desmanches de veículos. Em agosto do mesmo ano o MP ofereceu denúncia contra os envolvidos no esquema. Ao todo foram 23 pessoas, sendo quatro delegados da Polícia Civil, 15 investigadores, um agente de apoio e três comerciantes (incluindo Stigler).

O comerciante foi preso pelo MP em 2013 durante a Operação Vortex (Foto: Divulgação)

Segundo o Gaeco, “as investigações apontaram que na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, vinculada à Divisão de Crimes contra o Patrimônio, atuava uma quadrilha que visava angariar dinheiro de comerciantes do setor de ferro-velho mediante corrupção”. O MP sustenta que “policiais da área atuavam endurecendo a fiscalização para criar condições de exigir dinheiro, ou mesmo para que comerciantes tomassem a iniciativa de oferecer dinheiro”.

Colaboração Polícia Civil Campo Largo e Ministério Público do Paraná