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Ministério Público Federal denuncia Reni Pereira por vários crimes

Foto: Arquivo MN - MPF denuncia Reni Pereira por vários crimes
Foto: Arquivo MN

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o prefeito de Foz de Iguaçu (PR), Reni Clóvis de Souza Pereira, por uma série de crimes imputados a ele, apurados no âmbito da Operação Pecúlio (saiba mais abaixo).

O gestor apresentará defesa antes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) analisar se receberá a denúncia e decidir se ele virará réu em ação penal.

O MPF lista em 478 páginas os delitos que teriam sido cometidos pelo acusado, crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, usurpação de função pública, inúmeros ilícitos referentes a fraudes a licitações, formação de organização criminosa, coação no curso de inquérito policial e da ação penal.

Pereira está preso em caráter domiciliar desde 14 de julho para não atrapalhar as investigações.

Ele não pode receber visitas sem autorização judicial, bem como utilizar telefones celulares e internet, salvo para contatos com o respectivo defensor e familiares.

Também está afastado da função pública e impedido de acessar as dependências da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu. Ainda está pendente de julgamento o pedido formulado pelo MPF para reverter a prisão domiciliar e recolher Reni Pereira à prisão.

Pecúlio

A Operação Pecúlio foi deflagrada para desbaratar um esquema montado dentro da Prefeitura de Foz do Iguaçu que teria desviado cerca de R$ 5 milhões em recursos públicos.

As investigações resultaram, em 23 de junho, no recebimento da denúncia da Procuradoria da República no Paraná pela Justiça Federal.

Com a decisão, 85 pessoas passaram a responder, como rés, pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, peculato e fraude à licitação.

Por ter prerrogativa de foro no TRF4, o caso do prefeito foi remetido ao Tribunal.

Defesa

O advogado do prefeito afastado, Egídio Fernando Arguelo Junior, falou que até a metade da semana que vem vai encaminhar a defesa do seu cliente para o 4º Tribunal Regional de Porto Alegre. O prazo máximo para apresentar a defesa é de 10 dias após a denúncia do Ministério Público Federal.

Fonte: Assessoria MPF