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Ministério Público interdita vinícola de Curitiba

(Foto: Divulgação) - Ministério Público interdita vinícola de Curitiba
(Foto: Divulgação)

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) anunciou que o setor de produção de quentão da tradicional vinícola Durigan, em Curitiba, será interditado e a empresa terá que deixar de comercializar alguns vinhos. A empresa afirma que ainda não foi notificada oficialmente da decisão, mas já cumpriu as recomendações.

De acordo com o MP, a decisão foi tomada por condições higiênico-sanitárias inadequadas na sede de produção. Foram identificadas “irregularidades na produção das bebidas, em relação aos limites mínimos de acidez total e limites máximos de cloretos exigidos, o que poderia indicar adição de água à bebida”, divulgou o órgão.

Além disso, a decisão solicita ainda que a Durigan deixe de substituir derivados da uva por suco concentrado ou informasse no rótulo do produto que não se trata de suco de uva integral.

O MP informou que a empresa se recusou a cumprir determinações administrativas do Ministério da Agricultura, por isso a ação foi ajuizada. Caso as determinações da Justiça não sejam cumpridas, a vinícola terá que pagar multa diária de R$ 500.

Adequados

Em nota, a vinícola Durigan contestou a decisão. A empresa reconheceu que o Ministério da Agricultura interditou o setor de produção do quentão durante fiscalização de rotina, por inadequações na área, mas as adequações já foram realizadas e a vinícola aguarda retorno da fiscalização para liberação do setor.

“Somente em uma marca de vinho produzido pela Vinícola Durigan, a de Vinho Fino Branco Suave - Durigan Moscalo Giallo, apresentou um pouco de excesso de cloretos e a acidez total um pouco baixa. Este produto foi interditado, portanto, não mais houve comercialização”, afirmou o texto. “A responsabilização da empresa fornecedora já se encontra ajuizada, no entanto, a alteração de cloretos e a acidez total mais baixa, não têm o condão de trazer qualquer prejuízo à saúde.”

A empresa informou ainda que “não houve a substituição total ou parcial dos componentes de derivados da uva (suco de uva), com a substituição de uva por suco concentrado de uva para a produção de SUCO DE UVA INTEGRAL, conforme consta na defesa apresentada ao Ministério de Agricultura, houve sim, interpretação equivocada da leitura dos controles internos da empresa.”